Através desta entrada ( Programação: a nova literacia ) no blogue do Luís Pedro da Universidade de Aveiro, cheguei a: Programming: the new literacy no Edutopia. Um artigo de Marc Prensky, que também tem um blogue AQUI.
Nesse texto, como não podia deixar de ser, é referido o Scratch e Mitchel Resnick (um dos responsáveis por ele no MIT) vem até ao site Edutopia e comenta o artigo, falando um pouco deste ambiente de programação tão recente.
Como imaginam, ouro sobre azul para mim. O reforço da fundamentação de que é importante, talvez mais até do que se pensa, estimular o domínio da arte/técnica de programar. Eu acredito que é importante e atrevo-me mesmo a pensar, como Marc, como Papert sempre afirmou, que o futuro não pode ser visto com os olhos de hoje, à imagem deste hoje. Conciliar o melhor do passado com uma visão futurista criativa, que se estenda muito para além do que a mente consegue imaginar com os actuais recursos, é o caminho. Um caminho desconhecido, mas bom de fazer, lado a lado com os nossos alunos, sem receio.
Enquanto continuarmos a entender o uso das tecnologias como o uso de um powerpoint feito por nós para “dar” uma aula em vez de “a falar”, sem mudar uma linha na postura tradicional de muitas aulas (a maioria?)… estaremos a recuar. A domesticar tecnologias, a amordaçá-las e formatá-las às estratégias que sempre se usaram… Avançar é reinventar a estrada ao sabor dos novos recursos e das novas possibilidades. É lutar por e reinvindicar uma outra forma de organizar o tempo e o espaço nas escolas. Falta muito caminho, pois falta. Estou a tentar levar uma gotinha de água… Foi com essa intenção que decidi avançar com o mestrado e optar por uma investigação-acção. Não tem sido fácil, mas ainda não me arrependi.






Assino por baixo. Ainda recentemente, na introdução a uma nova disciplina de Mestrado, abordei estas questões da utopia e dos caminhos que trilhamos na área das tecnologias e da educação.
E gosto sempre de lembrar uma frase magnífica de um filme que, apesar de muito referido é, infelizmente, pouco seguido.
O filme é o “Clube dos Poetas Mortos” e a frase é de Robert Frost: “Two roads diverged in the wood and I, I took the one less traveled by, and that has made all the difference.”
Boa caminhada Teresa,
Luís Pedro
Um dos meus poemas favoritos…
Relembrei, com as tuas palavras, uma entrada antiga da teia em torno desse poema e das escolhas…
http://tempodeteia.blogspot.com/2006/04/o-caminho-menos-percorrido.html
Afinidades.
Obrigada pelos votos. Será uma boa caminhada.
(Nós fazemos os nossos passos. E com eles o futuro que sonhamos.)