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Adoro estes miúdos (Amor que faz nascer asas?)

Asas - GNR
De volta do “site para apresentação do trabalho do mestrado”… testando links… eis que sou completamente apanhada de surpresa ao passar no blogue dos meus miúdos do quinto ano: www.gtscratch.blogspot.com .
.

Comovi-me, pronto. Confesso.
É que foi especial descobrir que não só mudaram as cores (já tinha falado aqui do assunto) como hoje dou conta de uma radical mudança no cabeçalho - e do pormenor delicioso da palavra Portugal a vermelho e verde - de que não tive conhecimento (suspeito da gabia… a especialista em composição gráfica de banners… mas como já passou o testemunho e sabedoria a várias amigas… não sei…).

O que significa isto?

Que sentem o espaço como seu. Que se libertam gradualmente da autoridade do adulto e assumem as suas decisões autonomamente, sem sentirem necessidade de mo comunicar. Que se libertam criativamente para ajustar aos seus gostos e às suas ideias aquilo que lhes pertence.
E eu só posso sentir uma felicidade imensa. O tal cansaço doce. Doce… porque adoro estes miúdos e sinto que esse amor não os prende. Que esse amor lhes dá asas.
O ano está a acabar… a duras penas lá vou fazendo as entrevistas (cerca de meia hora cada) com todos eles, que depois levarão muitas, muitas horas a transcrever (a primeira tem oito páginas… e nem vos digo o tempo que gastei até lá chegar… e serão 19 ao todo… fora as que depois forem feitas por outras pessoas para enriquecer as perspectivas…)… mas aprendi muito. Não tanto como queria, não tanto como poderia, se realmente fossem dadas condições aos professores para o necessário trabalho de investigação e aprendizagem profissional, mas com sacrifício completo dos tempos livres, acho que não me vou envergonhar do que será possível alcançar…

Obrigada meus miúdos - meus queridos professores.
(Não podia ter tido melhores…)

E… adorei o novo visual do nosso GTscratch!
Já sugeri e reforçarei… deve ir variando… ao sabor das estações e épocas, feito por diferentes mãos da turma!

Fértil, bom, intenso…

 Isto é só um vislumbrezinho (sobretudo para a minha memória futura) da intensidade matemática das nossas últimas aulas com o scratch. Nem todos terão paciência para escutar as minhas princesas e o os meus príncipes, mas eu preciso e vou desenvolvendo competências profissionais, entre as quais se incluem as capacidades de improviso e reacção na hora às situações que vão surgindo. Estou de alma aberta. Não observo nem actuo de mente fechada.

Hoje, novamente de volta das fracções (sem ainda sequer ter conseguido fazer uma sistematização na aula sem computador), deram-se saltos inesperados. A partir da minha sugestão de fatias de pizza a caminhar para dentro da barriga das personagens, foi introduzido em dois grupos o comando “mude o tamanho para x%” (precisavam de reduzir o tamanho das fatias para que coubessem em algumas barriguinhas de diferentes tipos… o que gerou alguma reflexão antecipada sobre a questão da percentagem associada às fracções. Muito ao de leve, mas um início, sim… Nem eu sabia no que isto daria quando tive essa ideia numa aula de animar fatias de pizza…
Continuou também a avançar-se nas questões de leitura e representação e o apetite vai crescendo de tal ordem, a necessidade parece ser já tanta, que antecipo a animação que será a nossa primeira aula mais formal sobre fracções, para a semana.

Fico por aqui.
Tenho questionários urgentes para preparar e pouco tempo para o fazer.
(Acabar de corrigir alguns testes de 6º, também… umas leituras adiadas, por conta de excesso de funções, também me faziam falta agora…)

Alguns conjuntos de vídeos ( ver AQUI) são sequenciais, com alguns minutos de intervalo no real, enquanto eles procuram soluções ou fazem correcções.

Dá para acreditar? Só coisas boas…

Hoje que mentalizei toda a gente para o facto de termos de aprender a viver com as dificuldades, de não podermos baixar os braços e ser preciso avançar independentemente de não haver ‘net quando precisamos… que o entusiasmo pelos projectos na aula de matemática os levou (dezoito! quase a turma toda) a frequentar o Scratch time à tarde… havia internet em muitos portáteis!

Foi uma alegria para eles. E útil em todos os sentidos. E moralizador… bem precisávamos!

É claro que alguns rapidamente me avisaram que iam aproveitar para trabalhar nos blogues… mas a maioria manteve-se firmemente presa aos projectos. Dos dois de que dei conta à hora de almoço, um foi concluído (deixo aqui ligação) o outro está quase… tendo os Gonfabijo (parceria de dois) conseguido resolver a questão da noite e do dia de forma soberba (darei conta logo que publicado, deixo excerto de vídeo) e feito um script de “um metro e tal” para que pudessem a todo o momento estar presentes no écran as posições do caracol… mostraram-me no caderno a planificação da situação que pensei ter registado em vídeo… mas não. Escapou-me algo. Os restantes projectos continuaram a bom ritmo e registei em vídeo muitos dos momentos interessantes dos caminhos, estratégias, cálculos e raciocínios elaborados… esqueço-me de que têm 10 anos.

Mas o que deixo aqui hoje de mais doce foi uma das conversas finais… As três gatinhas Bia, Mia e Nocas chamaram-me entusiasmadas para eu poder ver o site que haviam descoberto com “imagens mesmo lindas para os nossos blogues”! Fui, de câmara ligada. E sempre a dar-lhes conta do juízo por causa dos erros ortográficos, mas feliz por ver como a escrita se lhes torna aos poucos tão necessária como respirar… As dificuldades persistem e todas as ocasiões têm de ser aproveitadas (não me achem cruel perante o entusiasmo delas… ele não esmorece). A Mia a quem fui fazendo as maiores correcções, no final perguntava se podiam ficar na sala até “amanhã” pois tinha adorado. Não posso adiar a preocupação com a língua. Hoje dizer ai que fofo e amanhã… olha, a propósito, ontem não te disse, mas tens lá muitos erros para corrigir. Respeito-os demais para lhes fazer isso. Criada que foi a relação de confiança, os meus reparos não desmotivam, estou certa que estimulam e tenho recolhido prova dessa evidência. A Bia, a quem ainda hoje corrigi também erros, foi ao blogue da Butterfly e alertou-a para uma gralha no texto de uma sua entrada. Descobri por acaso - ver vídeo. O entusiasmo é enorme e cresce. Ai eu gosto tanto de ter um blogue, foi uma das últimas frases da Mia (já não registada em vídeo). Terei um dia de lhes perguntar o porquê do fascínio… Há algo aqui relacionado com o livro The second self… Os computadores, a tecnologia, estão intimamente relacionados com a forma como pensamos sobre nós e sobre as coisas… a forma como nos vemos, como nos relacionamos com o mundo. Há brilhos nos olhos que transcendem o domínio técnico, felicidades incontidas que vão além de apenas mais uma imagem fofinha e gira. Para eles, nascidos nesta era, acredito que condicionem a sua forma de estar e pensar. Por isso a educação tem de definir os caminhos tendo em conta esta nova natureza dos alunos e, por isso mesmo, pedindo-lhes muito mais do que o que lhes tem sido pedido até hoje. Eles vão ser capazes.
No final da conversa, a Bia diz algo que de certa forma confirma o que não é novo e devemos ter presente sempre. Brincamos às coisas dos adultos e assim nos apropriamos do universo deles que um dia será o nosso. Pais e mães, soldados, polícias, guerras… e… fazer blogues… Ao escutar a Bia ganho cada vez mais consciência da importância do modelo de si que o professor oferece… da pontualidade à exigência, da alegria ao empenhamento, da aprendizagem permanente à construção de um blogue, bebem de nós o mais oculto sem muitas vezes sabermos ao certo o quê nem como. Por isso gosto de me desocultar à sua vista e partilhar conscientemente com eles o meu universo.

Acho que são essas as melhores lições que tenho para lhes oferecer…

Scratch Project

Ao mesmo tempo que este fervilhar imenso acontecia… três alunas do sexto ano (do grupo de oito que vieram ao apoio) pediram para ficar na sala a estudar para as provas de aferição. Professora, será que a gente podia usar o quadro branco? Hummmm… vá… levem a mesa para lá, tomem lá a minha caneta e estejam à vontade. Foi belo vê-las ao longe a trabalhar, resolvendo problemas no quadro, organizando-se à vez para a magia de estarem entregues a si, caneta da professora na mão, um quadro inteirinho à sua disposição!

No meio de tudo isto, desde Domingo que a má cura da semana anterior deu lugar a recaída, desta vez em torno dos pulmões e a meio da toma da segunda caixa de antibiótico. Confesso a febre regressando hoje ao longo do dia… a tosse e o habitual ardor no peito a crescerem, mas admito também que por nada deste mundo perderia este dia maravilhoso. Não há melhor comprimido do que o que se oferece à alma. E a felicidade do espírito ajuda a curar os males do corpo. Se não podemos ir para a cama, ao menos que os dias sejam todos assim… Embora… o problema da necessidade de clonagem persista. Hoje com 21 a chamar por mim… deve ter-me escapado muita coisa bonita e importante…

E fazer esta entrada com um gato à frente do écran durante algum tempo, também não foi tarefa fácil…

Fragmentos do dia - 3

Manhã cedinho. Matemática com os mais pequenitos…
Aquecer os motores com os habituais balanços e novidades.
Receber trabalhos, comentar outros já feitos.
A Inês (sim, das conversas no gmail) disse -me que a Mãe esteve a ver o seu blogue, os seus projectos e decidiu fazer um blogue para os seus alunos e mostrar o da sua filhota para ver se os entusiasma a seguir o exemplo. A tua Mãe é professora? Sim, de Ciências. E esteve a ver o scratch e achou engraçado.
Mas então só agora mesmo no finalzinho do terceiro período é que lhe mostraste? Oh professora, é que nos dias da semana não dá muito tempo, mas assim ontem no feriado estivemos juntas a ver essas coisas.
Então depois conta no teu blogue essa história bonita (tal como a Cisne fez com a Mãe, que também aprendeu com ela a fazer um blogue e fez um para os seus meninos…)
A minha mãe também me parece que quer experimentar o Scratch, diz o MC.
O meu pai também anda de volta de mim e depois pergunta coisas, como se faz isto e aquilo… agora a Sara Mix.
E eu deliciada com estas histórias familiares… mais uma vez a família no centro, pelas melhores razões: exemplos de acompanhamento, interesse, carinho. Se os pais não podem vir muitas vezes ter com a escola, a escola pode procurar formas de se aproximar deles…

Depois mergulhámos profundamente na nossa Matemática, hoje um pouco mais tradicional… múltiplos, propriedades das operações (para aplicação imediata)… e até umas “chamadas” de tabuada! (A Fil teve Muito Bom - tabuada na ponta da língua!)
Pelo meio mais uns devaneios por conta da propriedade que não ficava bem que fosse “trocativa” porque não é lá coisa muito fina de se dizer… bem melhor ir ao verbo comutar (sabem o que são comutadores?) muito mais sofisticado (ai tantos sorrisos)… e… a leitura da síntese “O produto não se altera se se trocar a posição dos factores”…e o meu ar de espanto e aflição: desculpem, agora é que não entendi nada! Eu até sou muito sofisticada e tal, aprendi a palavra comutativa, mas não percebi essa frase. Alguém explica?
A Bia, com o seu ar doce e maternal, começou a explicação para me sossegar a aflição, ajudada pelos colegas…
Delicioso.

Já a garganta começava a doer, mas ainda me ia esquecendo dela…

Fragmentos do dia - 2

Continuando a caminhar para trás…
Estudo Acompanhado. É preciso consolidar, estudar, perceber como se podem preparar melhor para as provas a chegar.
Quem menos precisa desse complemento, tem missão social: agradecer comentários, agradecer nomeações, iniciar entrada de divulgação do facto com a nomeação de mais sete. Desses, alguns publicam projectos atrasados, outros ensinam a colegas o domínio de mais uma ferramenta tecnológica (a seguir partilharam esse conhecimento com o professor de Língua Portuguesa). A T conta-me que ela e os pais estiveram a ver o seu blogue, o blogue da turma, os projectos scratch (penso que percebi terem-se socorrido de projecção ou écran grande, num momento em família que deve ter sido bem especial).
Conversámos ainda sobre o prazer que os pais dela sentem por poder ir acompanhando o trabalho da escola (também uma função das tecnologias) numa perspectiva positiva. É tão importante esta ligação feita pelas melhores razões!

Dando visibilidade ao que de melhor se faz, recolhem-se os apoios para a defesa da escola? Será que chega? Não me parece… mas temos de fazer o que nos parece certo e oferecer o nosso contributo da forma possível.

E, professora, corrigi os erros todinhos!!! Não vai encontrar nem um! (Eu a olhar para o único e a apontar… matematicamente… não tem acento!). Rimos. Afinal havia um…
…e acho que tem lá mais umas marotas gralhas… mas fica para depois! ;)

Já nem me dizem nada…

… vão lá e publicam.
:)

Curiosa esta manobra de marketing. Toda a entrada de MC é escrita na terceira pessoa, embora esteja a falar de si próprio…

AQUI

Desfiando fios…

Ontem…

Professora, professora!
Uma amiga sua veio ao meu blogue fazer um comentário e dizia bem do blogue e de eu gostar de escrever e para eu corrigir os erros como a professora também me diz e eu ainda fiquei com mais vontade de escrever mais ainda e muito melhor ai fiquei tão contente! Professora, ontem já fiz como disse, estou a começar a escrever primeiro no word para o corrector me ajudar e só depois copiar para o blogue!
Sem respirar pelo meio… como eu faço. Apanham-me todos os tiques. Não sei se este modelo agitado que ofereço de alegria pela vida e entusiasmo acelerado será dos melhores… mas pronto… é o que é e eles que aproveitem de mim o que quiserem! Ai Emília! Esse teu Amor que se estende dos teus para tantos outros meninos. Essa tua missão de vida… esse teu exemplo… Só posso agradecer-te o bem que lhes fazes…
Imagino os professores da turma com um bocadinho mais de tempo para poderem ir aos blogues destes meninos e oferecer-lhes um bocadinho mais de feedback, tão (comprovadamente) importante nestes processos de crescimento. Eu tento ir aos blogues, projectos scratch, estar em cima do acontecimento, mas é tão difícil acompanhar tudo, ser para eles tudo aquilo de que precisavam para avançar mais rapidamente…
Para quando uma escola mais humanizada? A possibilidade de um atendimento mais individualizado? Estas crianças são outras. Não somos nós com a idade delas. Vivem num mundo que os acelera em certas direcções e lhes deixa tantas falhas de preparação pelo caminho noutras fundamentais.

A minha Bia,muito feliz, respondeu à Emília dizendo que ia “imendar” os erros……..

Tal como com o meu Kiko das borboletas (ai Kiko, o que tens crescido na tua escrita! Quem te lia e quem te lê…), fica claro que o blogue será um instrumento fundamental para a fazer avançar no domínio da língua materna… e já começámos a tratar disso hoje em Estudo Acompanhado que partilho com a professora de Língua Portuguesa (também apaixonada por tecnologias ao serviço de algo com sentido). Apenas um computador velho e um projector, para além do computador pessoal dela (já sabem das misérias… e, mesmo assim, para ter isso foi preciso desalojar outra turma daqui para o nosso barracão do jardim sem ‘net wireless e sem nada).

Emilia Miranda disse… Olá Gabia!Mas que contente que eu fiquei ao ver e ler como gostas de escrever. Sabes uma coisa? Eu conheço a tua professora de Matemática e vou dizer-te um segredo. Não contes a ninguém pois é um segredo: “Se todos os meninos e meninas tivessem professores de matemática com a tua professora, TODOS e TODAS gostariam muito dessa disciplina e de algumas outras, como por exemplo, língua portuguesa!”Eu também sei que a tua professora te dirá que te esqueceste de colocar alguns acentos em certas palavras e que trocaste a grafia de algumas. Claro que irás corrigir todas essas falhitas, não é verdade?Um abraço,Emília
7 de Abril de 2008 10:54
Gabia disse… Obrigado! E é certo que vou imendar
15 de Abril de 2008 9:58
3za disse… Bia!!!!! EMENDAR!!! Ai ai! :) Eu sei que vais corrigir tudinho…. Beijinhos
17 de Abril de 2008 1:12

Missão de ontem nessa aula?
Reflectir sobre a escrita, aproveitando os blogues. Analisámos alguns textos (a turma lê e identifica erros, falhas, oferece sugestões), fizeram-se algumas correcções, a pedido de muitos mostrou-se como inserir links na coluna lateral e no blogue do Manuel iniciou-se já o esboço de uma coluna chamada recursos Scratch… Ele queria muito… também se corrigiram alguns erros. Eles estão ávidos e temos de contagiar os que vão mais devagarinho.
Estudo Acompanhado? Sim. Alguém estuda eficazmente se não aprender a decifrar textos? Se não aprender a fazer uma síntese e a escrevê-la sem erros? Alguém avança no seu crescimento pessoal sem reflectir sobre as suas dificuldades? Sem estabelecer planos e estratégias para as ultrapassar? Sem aprender a utilizar recursos tecnológicos que possam ser úteis na busca de informação nova ou na partilha das nossas reflexões sobre o mundo? Pois…

Já hoje, depois de uma ronda… dei com esta entrada do Manuel feita ontem à tarde:

Professor dos professores
Hontem mais uma vez fui ensinar professores a trabalharem com o scratch, o professor que me calhou era muito curioso e perguntava tudo e mais alguma coisa, tantas coisas que ele perguntou que algumas nem eu sabia mas desenrascava-me.O meu aluno perguntava como se metia a personagem a falar, como se faziam contas, como se arredondavam números, como se punha a personagem a andar…No fim da aula nós os alunos professores durante aqueles 45 minutos, ajudá-mos a s’tora a arrumar a sala e no fim estivémos a contar como tinha sido e o que tinhamos ensinado, no fim ensinei a fazer o referencial cartesiano e ainda aprendi a trabalhar com o «excel».Foi assim a aula que démos ontem.

Deixei comentário com correcções…

… no blogue Manuel e no da Bia:

Sem título

3za disse…
Ai Bia!!!!!!! Oiçam!!!!!!!!!!!! e não “oição” … Escreve sempre no word para evitar estes erros!!!!! Beijinhos
17 de Abril de 2008 1:10
3za disse…
Ai! Na coluna lateral “As minhas músicas parferidas” tem um erro! PREFERIDAS e não como escreveste. Beijinhos.
17 de Abril de 2008 1:30

Desabafo: transformados em funcionários que fomos… alguém acredita que estes problemas graves com a língua, os problemas com a matemática, se vão resolver melhor daqui para a frente com professores exauridos de correr de tarefinha em tarefinha na escola, gastando nela horas estéreis só para que se poupem uns tostões e o ATL esteja de serviço muitas horas?

Construtivismo

Descoberta útil aqui:

Constructivism web site - huge collection of links

See also Constructivist Instructional Design

———————–

Para evitar enredar-me em fios duvidosos e me deliciar com as suas esclarecidas sínteses, gosto de ler a Idalina:

Bater no construtivismo virou moda
Excerto: Desde que Nuno Crato publicou um livro em que atacava o construtivismo de forma muito superficial e confusa, não param de surgir réplicas de pessoas que, ao escreverem, revelam imediatamente que não fazem a mínima ideia do que estão a falar e é pena. Vejamos um exemplo: (…)

Interacção e aprendizagem

Mitologias - aprender a aprender

Mitologias

Sobre a zona de desenvolvimento próximo de Vygotsky e algumas interpretações (aparentemente) excessivamente instrumentais que surgem na investigação portuguesa

De quando em vez, e para refrescar as ideias, gosto de voltar aoConceito de aprendizagem, segundo Rogers

Sentá-los é essencial

Scratch, blogues, aulas e…

Ontem a caixa de correio da turma e a minha cheias de novidades…
Um quarto dos alunos do quinto ano entusiasmou-se e vai de fazer blogues individuais (Ui! Eu este ano não dou conta do recado… :). Uns ainda vazios, outros a começar. Ler textos, apontar erros, aproveitar o entusiasmo para trabalhar as questões da escrita a desenvolver depois com a professora de Língua Portuguesa em Estudo Acompanhado. Ao mesmo tempo, vai de programar com o scratch até mais não poder e escrever-me cartinhas a avisar da existência de novos projectos…

Depois o sexto ano: um talento que tardiamente despontou, mas vai a uma velocidade estonteante - o meu superjonnyb! Está ali algo a nascer…
E não acaba… há uns alunos que se descolaram do pelotão e lá andam a programar jogos sofisticados à minha frente (os meus dois Kikos)… para eu ficar bem esclarecida sobre as suas capacidades de programadores… Um desses momentos ficou registado em vídeo.
E o entusiasmo com a potencialidade de gravação de voz directa de forma simples dando origem a um renovado interesse pela leitura, pela dramatização, transformadas depois em animações no scratch programadas a contento…
(Há vídeos em http://3za.imeem.com/ … demoram algum tempo a carregar até estarem disponíveis para visualização… quem estiver mesmo interessado tem de ser paciente.)

E eu… a tratar vídeo, a comentar, a mimar, a responder às mensagens, a divulgar projectos… gastando bastante tempo em casa nessa tarefa tão importante para os manter motivados, acesos, sentindo que o seu trabalho e empenho são apreciados.
Acabei agora de fazer a divulgação de alguns dos projectos mais interessantes nos blogues TurBêturma e GTscratch ( aqui e aqui - conteúdos ainda não abordados, pedi apenas que fossem lendo… e começaram a aparecer projectos sobre o tema das plantas…). Entre ontem e hoje já gastei várias horas em trabalho para as turmas em projectos com as TIC… E ainda tenho os testes para ver, claro.

É a fácil vida de professor. Fácil nunca foi. Agora está apenas a ficar impossível por não se ter em conta o que realmente são as suas actividades na componente não lectiva, caso se deseje fazer um trabalho aprofundado com as tecnologias.

Enfim…

Já não dos alunos, mas sim de “gente crescida” mais experiente), deixo dois projectos bem interessantes (exemplo do que é possível com esta ferramenta). O primeiro é do ffred (o nosso programador português, que chegou até nós via comentários no scratch e que descobrimos depois ser o pai de uma colega minha e avô de uma aluna da escola… coincidências!), o outro projecto (informação e jogo) é de um programador da Hungria - bmarcell.
É só seguir os fiozinhos…

Bandeira (uma lição sobre a origem dos símbolos da bandeira de Portugal, com o Hino em fundo)

Do you know Europe?

(Qual tem sido o meu disfarce de Carnaval? Não adivinham?………)
.

Mais Scratch…

Estava prometida esta descrição:

 http://turbeturma.blogspot.com/2007/12/scratch-o-meu-primeiro-trabalho.html

Acabou de chegar.

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