Que ferramentas lhes colocamos na mão? Que tempo lhes dispensamos numa mediação cada vez mais necessária e, simultaneamente, mais ausente (casa, escola)?
É preciso reflectir… e… agir!
(Recurso partilhado no portal EduScratch – clicar na imagem)
(Educação e tecnologias: em busca do caminho que aproxime a escola da exigência do mundo)
Daqui a dois anos tenho de regressar…
(2008 foi uma experiência magnífica…)
http://vimeo.com/14115197 from Karen Brennan on Vimeo.
http://vimeo.com/14143301 from Karen Brennan on Vimeo.
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Quase a começar o encontro no MIT…

Este ano não pude estar presente fisicamente (com muita pena)… mas estou a preparar com os organizadores a participação numa das sessões (via skipe – videoconferência) onde falarei da minha experiência. O painel é muito dedicado ao tema da construção prévia, por especialistas/educadores, de projectos/jogos/actividades para os alunos usarem e aprenderem conteúdos, mas eu defendo sobretudo que sejam os alunos a programar os seus próprios conteúdos, desenvovendo competências importantes de todos os tipos – específicas e transversias – durante esse processo. Claro que os alunos usam outros projectos para jogar, para recolher inspiração, mas não gasto o pouco tempo útil que tenho com eles nessa tarefa… Tão pouco a programo deliberadamente. Consumidores já eles são… o desafio é torná-los construtores/produtores! Penso que o debate será interessante… As pespectivas de abordagem não são necessariamente opostas, antes se cpmpletam (embora, para mim, seja de longe muito mais importante colocar a ferramenta nas mãos dos alunos de forma aserem eles a construir os seus próprios projectos…)
Temos estado todos em contacto ensaiando e testando a comunicação (quarta será o último teste, a prtir do MIT) e alinhavando a forma de participação de cada um.
244 Scratch in Math and Science Classrooms
Behrouz Aghevli, Karen Randall, Nevit Dilmen, Nikos Dapontes
Classroom-ready Scratch projects are a great tool for enhancing math and science learning in school. The activities, games, and demonstrations that are developed by educators for this purpose are an excellent starting point for students to explore concepts on their own and extend them. There are several educators and groups that have created galleries with many such projects. However, the use of these galleries and projects in classrooms is very limited. In this panel discussion, we will identify and examine ways to help improve and promote the development and use of classroom-ready projects and galleries for math and science. We will share the experience of our informal international Super School group as a starting point. We will also examine the state of math and science galleries and projects and their usage.
(excerto do programa da conferência
http://web.media.mit.edu/~kbrennan/conference/final/Scratch@MIT_FINAL.pdf)
Na organização do tempo, vai caber ainda esta questão (How do you use Scratch in math and science classes?) para os participantes… e é aí que se abre a porta para reflectir sobre outro tipo de utilizações e partilha, entre todos, das formas como o Sratch é usado nas aulas em diferentes locais do mundo.
Férias? Foi você que disse… Férias??
Não se preocupem… faz parte…………
O sonho começou a ganhar forma.
Para já estamos a começar aquele que será o embrião do que ambicionamos fazer mais tarde.
Se tiverem curiosidade e interesse, vão até aos endereços indicados e inscrevam-se… primeiro na rede Interactic 2.0 e depois no Grupo Scratch.
Não prometemos resolver todos os problemas… Mas estamos a lançar as sementes de algo a que todos os Educadores se podem associar (Professores ou não – ficou claro que as Famílias têm um papel fundamental na utilização desta ferramenta).

Frequentam o 5º ano. Não são meus alunos. Através de uma amiga que frequenta o Clube Scratchtime (e que também não é minha aluna) apareceram um dia e inscreveram-se, passando a integrar o grupo das sextas maioritariamente constituído pelos “pioneiros” do sexto ano.
Nunca se sentiram seduzidos por projectos curtos, despachados em minutos. Depois de algumas experiências onde já se percebia o desejo de complexidade, chegaram um dia ao Clube com o livro de Inglês e decidiram fazer um trabalho sobre as cores para apresentar à professora dessa disciplina.
Conceberam com criatividade a ideia que sustenta o projecto e meteram mãos à obra. A complexidade é grande. Muitos sprites, muitas acções, a necessidade de coordenação perfeita. Uma sessão semanal de 90 minutos e computadores nem sempre em boas condições têm atrasado o processo, mas não desistem e o entusiasmo regressa em cada sessão quando consigo um computador à altura dos desafios que se impõem a si próprios. Ontem, depois de resolvidos alguns problemas de programação, finalmente concretizaram a ideia da “seta” que permite regressar ao início quando se conclui a apresentação de cada cor. Mais uma ou duas sessões e o projecto será publicado. Pelo caminho terão, acredito, aprendido muito mais do que apenas as cores em inglês…
Como o número de alunos foi mais reduzido na sessão de ontem (último dia, muitos computadores com problemas… os mais crescidos e exigentes começam a ficar sem paciência), pude estar mais tempo junto deles e isso fez diferença. A verdade é que quando as TIC surgem no caminho da Escola em desafios criativos e gestos de construção inovadora (e não em padrões repetidos de consumo, iguais aos de sempre, mas a fingir que é mais engraçado porque há computadores), o professor precisa de muito mais tempo para a mediação e os alunos de muito mais atenção e acompanhamento. Exactamente o contrário do que se tem verificado com as políticas recentes: o professor é obrigado a estar mais horas na escola em tarefas que não revertem a favor dos seus alunos e as turmas já nem sequer podem ser reduzidas aumentando cada vez mais de dimensão. Exactamente o contrário do que seria necessário, do que realmente poderia ajudar a combater o insucesso. Exactamente o contrário do que é feito em países que realmente se preocupam com a educação e com o sucesso (não com as estatísticas dele, fabricadas seja lá de que maneira for).
Ao ver/escutar a riqueza do trabalho da Cláudia e do João (com apenas 10 anos), sabendo o caminho e evolução que já fizeram, não posso deixar de sentir, ao mesmo tempo, uma imensa alegria e uma profunda tristeza. Sei que este é o caminho necessário. Transformar as crianças em construtores de conteúdos, sustentadas numa formação de base sólida (em vez de os treinar para o clique do consumo acrítico) é indispensável e urgente (embora não tenha bem a certeza se esse é o desejo real de quem tutela). Sei todas as potencialidades, sei essa urgência de mais exigência, a necessidade de investir e aprofundar o conhecimento nestas áreas, de dar tempo aos profissionais para que isso possa acontecer. Vejo diante de mim a evidência de ferramentas que podiam ajudar a complementar a acção educativa de forma significativa. Mas, em cada dia que passa, com o cada vez maior número de obstáculos que se colocam à acção do professor que realmente deseja e pode fazer a diferença, sei também que, se nada mudar, brevemente tudo não passará de uma miragem, uma utopia que se esgotará por falta de alimento e casa acolhedora. As crianças podem ir muito mais longe com as ferramentas, o acompanhamento e as tarefas e desafios certos, mas a Escola cada vez mais se organiza para as infantilizar, massificar os gestos, exigir cada vez menos, reduzindo-lhes a possibilidade de ser e aprender muito mais e mais depressa e viciando-os no fácil.
Não consigo entender por que razão lhes cortam intencionalmente as asas na casa que devia ser destinada a desenvolvê-las e a torná-las mais fortes…
Não querem (não interessa) vê-los chegar mais alto?
Sai cara a possibilidade de mais tempo disponível para cada criança? De maior investimento nos factores capazes de melhorar realmente aquelas que são as verdadeiras (novas) oportunidades de sucesso antes do insucesso acontecer? Sai caro investir numa verdadeira política de promoção (preventiva) da qualidade da educação, em vez de continuar ano após ano a gastar cada vez mais dinheiro numa política de remediação de erros e de endeusamento de números e estatísticas ocas e sem significado, com os olhos exclusivamente focados nos fins sem prestar atenção aos meios?
Vai custar muito mais caro ao futuro tudo o que tem sido feito para poupar tostões à custa da qualidade do atendimento aos alunos da Escola Pública.
Não é novidade que o acesso à tecnologia não é suficiente. Neste ano em que a criatividade e a inovação deveriam estar no topo das prioridades, vê-se exactamente o oposto na escola. Valoriza-se a acomodação, a conformidade, a completa e acéfala obediência a causas que nos afastam das crianças. Subtrai-se o tempo que lhes devia ser dedicado. Penaliza-se quem deseja dar-lhes a expressão que sustentaria a mudança necessária em direcção a um caminho mais exigente, muito mais capaz de transformar as nossas crianças em seres fortes, conhecedores e com os recursos para poder vencer os obstáculos que impedem que este país se cumpra, fazendo bem mais e melhor pela Pátria do que esta geração de adultos que lhe comanda os destinos e a afoga lentamente…
Eles são capazes… Só precisam de verdadeiras e inovadoras oportunidades… agora.
Não depois…
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… Designing, Thinking, and Learning in a Digital World