Scratch: a história continua

Acabei de receber estes “apelos” em comentário a uma entrada na Teia (a entrada não é importante, os alunos gostam de comunicar comigo através dela e, portanto, foi o que aconteceu).

 Explico-os (aos comentários) e divulgo o projecto da Teresa a que se referem. Fui apanhada de surpresa… ou nem por isso. Estes “miúdos” têm o turbo ligado e com pouco da minha parte, uma dica aqui, uma pista acolá, uma explicação hoje, um estímulo amanhã… acontece magia. As relações que temos vindo a construir desde há mais de um ano ajudam, sei. Mas tenho muito que aprender com eles! Essa é a parte melhor… eles já vão lá mais adiante!

Teresa disse…
Professora! Consegui! Já construí o projecto scratch de ciências🙂 já o pus na minha galeria vou tentar enviar à professora🙂 Se não der, tento passar para uma pen e entrego à professora. Beijinhos.
9:03 PM
Teresa disse…
Professora já criei uma conta no scratch. Já pus o meu trabalho na galeria. Se quiser ver ponha em search, telle. E depois nessa página procure corpo. Beijinhos. Espero que goste:D
9:18 PM
28 na sala disse…
Professora,vá ao turbeturma, já lá pus o meu trabalho do scratch.😀. Beijinho. Teresa


Pois…
Desde o início do ano que partilhei com a turma do 6º… primeiro o endereço, depois o programa… as potencialidades… o vídeo que traduzi com o mojiti… o meu único projecto (o tempo não chega para mais),  fui sabendo quem instalou, quem ia avançando (ainda vamos apenas em 10 alunos com o programa instalado), o que iam fazendo, como… pequeninas conversas… sugestões… dúvidas partilhadas entre todos. Bem, na última aula de apoio de Matemática (onde é suposto irem dois, mas nunca vão menos de quatro) instalámos o Scratch e experimentámos… mais uns com vontade de experimentar, foi o que consegui. Tenho sugerido que usem o programa direccionando os projectos para a construção de actividades que vão reforçando as aprendizagens das aulas. Pequenas demonstrações, actividades interactivas. Fracções… sistema digestivo, mas sem cortar nunca a possibilidade de fazer coisas só pelo prazer de explorar e experimentar. Pelo contrário. É por aí que devem começar.
Na aula de estudo acompanhado da semana que passou… recordar (projectando) como instalar, para tentar motivar os mais ausentes. Vários alunos foram até ao quadro e explicaram à turma os projectos que já fizeram ou em que estão a trabalhar. Curiosamente, nem foi mau que a internet tivesse falhado, porque tiveram de encontrar uma forma, algures entre as palavras e os esquemas no quadro, para comunicar as ideias e isso é competência que insisto em desenvolver todos os dias um bocadinho. Um projecto com um barco que vai e vem, falando dos descobrimentos, um de fracções já iniciado, menina em trampolim falando em inglês, sistema digestivo iniciado… e mais uns quantos… o interesse pareceu crescer com a partilha. (Era um dos objectivos). Fui colocando questões… mas porque usaste 79 graus? E que instrução deste para ele não sair das margens? E isto? E aquilo? E como conseguiste que a menina desse uma cambalhota no ar? E eles explicando… sem poder mostrar os programas escritos (mais tarde partilharão ao vivo nas galerias do Scratch). Foi bom. Foi muito bom. Em alguns casos foi mesmo surpreendente, se pensarmos no caminho que já fizeram e no imenso que progrediram do ano passado para este. O Scratch parece ter também esta potencialidade de abrir janelas, portas, oferecer confiança, desinibir pelo aumento da auto-estima, pela colocação em evidência de outras competências menos comuns: a capacidade de programar o computador, de o fazer obedecer à nossa vontade, concretizando as nossas ideias…
E depois do que a minha aluna Teresa partilhou, acabei de ficar com uma certeza:
acabaram-se as certezas…vou ter muitas surpresas este ano!

Scratch Project

Observações complementares: as actividades nesta turma não era suposto “entrarem” no trabalho da tese de mestrado… Mas começo a achar que, mesmo marginalmente, vão acontecer aqui coisas merecedoras de registo e que estabelecerão diferenças relacionadas com o nível etário (eventualmente) e com o facto de no 5º, a turma envolvida,  ir trabalhar directamente comigo nas aulas, ao contrário do 6º em que mantenho maior distância e dou orientações pontuais… Já pedi aos alunos de 6º que iniciem o registo das notas de campo de cada projecto e terei de tentar perceber quais os problemas com que se depararam durante a construção dos “scripts” e a forma encontrada para os resolver. No 5º… bem… no 5º estarei presente nas aulas a trabalhar com eles… mas… quero que o trabalho se prolongue em casa se o desejarem e se sentirem motivados… aí não poderei observar directamente… notas de campo, sim, posso pedir… para perceber os processos… mas depois vai ser importante falar com os pais…

Já está a rolar… ai o tempo a fugir!  (E, entretanto, avancei numa aula de matemática da turma do 5º, com os eixos do x e do y… já antecipando, já preparando… deixei testemunho na Teia)…

2 Responses to “Scratch: a história continua”


  1. 1 GonçaloMiguel Maio 15, 2009 às 12:30 am

    Parabens Teresa!
    Dia 16, Scratch day.
    Gostava de te ver lá e ouvir a tua experiência!
    Força🙂

  2. 2 3za Maio 15, 2009 às 5:42 am

    🙂 Fui eu que sugeri a comemoração em Lisboa e sou uma das organizadoras… Estarei lá… falarei… e levo comigo crianças do clube, das aulas (e respectivas famílias) para ajudarem quem precisa!
    Lá nos encontraremos!🙂

    Obrigada…


Comments are currently closed.



RSS my delicious

  • Ocorreu um erro; é provável que o feed esteja indisponível. Tente novamente mais tarde.

Blog Stats

  • 162,686 hits
Novembro 2007
M T W T F S S
« Out   Dez »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Categorias


%d bloggers like this: