Arquivo de Janeiro, 2008

Um beijinho…

A minha turminha GTScratch. Ontem ficha de avaliação de Ciências – 5º ano. Chamo-lhes os (meus) gatos – em homenagem ao símbolo do Scratch (quando precisamos da atenção de todos concentrada na minha voz, na sala de informática, chamo: Gatos!!!)

Alguns acabaram um bocadinho mais cedo.
Enquanto uns liam o manual, avançando na unidade que se segue e outros escreviam no diário de campo, a F., de transferidor na mão, triângulo equilátero esboçado sem muito rigor no diário de campo do scratch, vem pedir-me baixinho (havia colegas a fazer ficha) que a ajude a perceber o porquê do ângulo de viragem (externo) ser 120º e a razão pela qual no transferidor aparecia também ao pé do 120º um 60º, que era a medida do “ângulo de dentro” (interno).
Ajudei. Expliquei. Ela sabe já mover o transferidor e usou-o com perícia no projecto de construção do pentágono no Scratch. Ao invés de outros que lá chegaram por tentativas, ou por conta de erros que levaram a descobertas novas, ela esboçou um pentágono no caderno, usou o transferidor e disse-me que eram mais ou menos 70º… experimentando, ela e a M., parceira de grupo, rapidamente perceberam que o valor correcto era 72º. Falámos nessa altura de estimativa, da qualidade daquela que tinha feito e que lhe tinha permitido fazer a descoberta da rotina de programação que constrói um pentágono regular .

Sentadinha ao meu lado, lá utilizámos o transferidor tentando clarificar os mistério, escrevi, risquei, expliquei, falámos de ângulos complementares… ficaram no caderno estes rabiscos.

Não satisfeita, ainda pediu:
E se eu quisesse desenhar um triângulo mesmo certinho que eu soubesse que os ângulos de dentro eram mesmo 60º.
Tens compasso?
Sim.
Vai buscar.
Cumpri o desejo. Mais um rabisco no seu caderno diário. A alegria mal contida dela.

Antes de se levantar, lançou-me os braços ao pescoço e deu-me um beijinho doce na face. Obrigada professora.

(A F. é uma aluna que no início do ano confessou não gostar de resolver problemas… “tenho receio” dizia.) .

Depois de em Estudo Acompanhado, também ontem, ter ensinado dois alunos a colocar o sitemeter nos seus blogues pessoais criados há dias (estão entusiasmados) e de ter os alunos em volta com dúvidas e vontade de aprender mais coisas (entre elas como fazer um blogue para divulgar os projectos e o diário de campo), decidi transformar um tempo meu pouco útil e rentabilizado na escola, noutro tempo que, embora menos favorável pela localização no horário, se cola a um tempo livre desta turma depois da última aula de segunda-feira. Podem assim vir ter comigo depois das 15h para fazermos exactamente isto e muito mais: blogues, scratch, matemática, correio electrónico, sitemeter, eu sei lá! Se lá tenho de estar, que seja a fazer algo por eles, algo que queiram, de que precisem, mesmo que isso implique sair mais tarde e ficar com mais furos pelo meio (nesse dia entro às 8:15 e passarei a sair às 16).
Expliquei-lhes a ideia: não é obrigatório, mas pensei nisto hoje, se vocês quiserem estarei sempre aqui… Alguém pode e pensa que de vez em quando vai aparecer, para eu poder falar no Conselho Executivo?
Todos os dedos no ar.
.

Novidades Scratch

Na nova configuração do espaço support da página web do Scratch, no MIT, as várias línguas têm um destaque diferente e estão separadas, possuindo uma página própria. São ainda disponibilizados materiais e instruções para poder traduzir a própria página scratch.mit.edu e documentos de apoio (preservando o aspecto gráfico apelativo com facilidade).

A nossa casinha portuguesa por lá é esta:
Português / PortugueseScratch materials and websites in Portuguese


Enviei recentemente para lá mais um documento:
Aprender concebendo

Diálogos quase nocturnos (correio electrónico)

Um desafio de improviso na aula de ontem (6º ano, até às 15 horas) – desenhar um triângulo no scratch e outros polígonos… (não, não estava em nenhum plano de lição… reproduzi um desafio que havia feito na turma de 5º, pois a turma de 6º renovou o seu entusiasmo pelo scratch e senti que o momento era o adequado) deu origem a esta troca de mimos ao fim do dia…

Professora professora, já experimentei pôr os valores para fazer um triângulo e fiz uma estrela. Vou tentar dar a volta ao problema. Não sei como mas vou descobrir. Beijinhos Respondi: …eu sabia… o mais divertido é que, enquanto se procura, surgem formas muito giras… conta a história da pesquisa!BeijinhosProfessora DESCOBRIIII :P. Comecei por pôr 100 passos porque achei que era uma distância aceitável. Depois vi que a minha tentativa dos 135 graus não dava então lembrei-me do que a professora disse, que os ângulos de um triângulo somados tinha de dar 180 graus. Então eu parei para pensar e comecei por dividir 180 por 3 porque o triângulo tinha de ter todos os lados iguais. Deu-me 60. Achei que já tinha descoberto tudo, mas não, quando fui pôr em prática deu-me um hexágno. Pensei que fosse mais uma tentativa falhada. Já em desespero de causa fui contar o sucedido ao meu pai. Então ele muito simpático propôs que pensasse naquilo que fiz, e disse para eu pensar no ânglo raso, porque na verdade o gato ao andar em frente, a linha faz um ângulo raso. Vim de novo para o meu quarto e raciocionei, se ao mandar virar 60 graus ele fez um hexágono com um ânglo obtuso num sentido e agudo noutro, eu queria totalmente o contrário então aos 180 tirei 60 e deu-me 120 e foi o que coloquei nos graus. E juro que descobri sozinha. 😀
Mais abaixo está um desenho a explicar.

Respondi: Em que formato está o desenho que me envias? Não consigo abrir! Tens um office muito para a frente? É que eu tenho o 2003… se é isso, tens de gravar como sendo uma versão anterior ou tentar fazer de outra forma. Se não conseguires, pedia o favor de imprimires e levares!Adorei a história! Eu sabia que chegavas lá…Muitos beijinhos
(Ela descobriu, sem saber, o que é um ângulo complementar… falaremos depois disso na aula… sem plano de lição.)

As relações pedagógicas, a motivação, os resultados, constroem-se com tempo.


Encontro de ontem – Second UA

Já tinha saudade…

Terá sido uma fada?

Foi… Claro que sim…

Uma aluna-fada. Não resisto a partilhar. Andava aqui a espreitar nas galerias deles e dei com esta preciosidade.

Scratch Project

Investigação-acção II

 AQUI

Papers and Chapters by Peter Reason 

Director and Director of Studies, Postgraduate Programme in Action Research

Destaco:

Artigo incluído na 2ª Ed. do “The Sage Handbook of Qualitative Research” e que consta nas referências bibliográficas, para IA, no livro de Natércio Afonso – Investigação Naturalista em Educação.

Three approaches to participative inquiry. In N. K. Denzin & Y. S. Lincoln (Eds.), Handbook of Qualitative Research (pp. 324-339). Thousand Oaks: Sage. (1994 – 2ª ed.).   (A 3ª, que possuo, não tem este artigo…)

E…  mais estes:

Learning and Change through action research. In J. Henry (Ed.), Creative Management. London: Sage Publications (2001)

Action Research: Forming communicative space for many ways of knowing.  Response to Md. Anisur Rahman International Workshop on Participatory Action Research Dhaka, March 2004-03-27  (pdf version)

Action Research and the Single Case: a response to Bjørn Gustavsen (2004) Concepts and Transformation, 8(3), 281-294

Pragmatist Philosophy and Action Research: Readings and conversation with Richard Rorty. Action Research, 1(1), 103-123. (2003)

Brief Notes on the Theory and Practice of Action Research (with Kate McArdle) In Understanding Research Methods for Social Policy and Practice. Saul Becker and Alan Bryman (eds) Bristol: The Polity Press. (2004)

Quality in research as ‘taking an attitude of inquiry’.  Judi Marshall and Peter Reason.  (2007) Management Research News Special Issue on Action Research 

Choice and Quality in Action Research Practice. (2006). Journal of Management Inquiry, 15(2), 187-203. (developed from Keynote Address, World Congress of Participatory Action Research, Pretoria, South Africa, September 2003) 

Living as Part of the Whole: the implications of participation (2005). Journal of Curriculum and Pedagogy, 2(2), 35-41. 

Action Research and Organization Development.  McArdle, K. L., & Reason, P. (forthcoming 2006). In T. Cummings (Ed.), Handbook of Organization Development. Thousand Oaks, CA: Sage Publications.

Alguns recursos: Investigação-acção

 

notas (powerpoint) do Professor João Filipe Matos (FCUL)
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Student Edition

 

 

Handbook of Action Research: Concise Paperback Edition: Student Edition

 

 

 Peter Reason and Hilary Bradbury (2005)

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A Handbook for Teacher-Researchers
The Art of Classroom Inquiry: A Handbook for Teacher-Researchers (2003)
 Ruth Shagoury Hubbard , Brenda Miller Power

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A Practical Guide

Action Research for Improving Practice: A Practical Guide by Valsa Koshy (2005)

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A Four-Step Process for Educators and School Teams B270 

The Action Research Guidebook: A Four-Step Process for Educators and School Teams (2005)
 Richard Sagor  

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‘net: Electronic Resources for Research Methods – Action Research

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Todos os livros com métodos de investigação em educação (sobretudo qualitativa) incluem capítulos dedicados à Investigação-acção

 

 


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