Um beijinho…

A minha turminha GTScratch. Ontem ficha de avaliação de Ciências – 5º ano. Chamo-lhes os (meus) gatos – em homenagem ao símbolo do Scratch (quando precisamos da atenção de todos concentrada na minha voz, na sala de informática, chamo: Gatos!!!)

Alguns acabaram um bocadinho mais cedo.
Enquanto uns liam o manual, avançando na unidade que se segue e outros escreviam no diário de campo, a F., de transferidor na mão, triângulo equilátero esboçado sem muito rigor no diário de campo do scratch, vem pedir-me baixinho (havia colegas a fazer ficha) que a ajude a perceber o porquê do ângulo de viragem (externo) ser 120º e a razão pela qual no transferidor aparecia também ao pé do 120º um 60º, que era a medida do “ângulo de dentro” (interno).
Ajudei. Expliquei. Ela sabe já mover o transferidor e usou-o com perícia no projecto de construção do pentágono no Scratch. Ao invés de outros que lá chegaram por tentativas, ou por conta de erros que levaram a descobertas novas, ela esboçou um pentágono no caderno, usou o transferidor e disse-me que eram mais ou menos 70º… experimentando, ela e a M., parceira de grupo, rapidamente perceberam que o valor correcto era 72º. Falámos nessa altura de estimativa, da qualidade daquela que tinha feito e que lhe tinha permitido fazer a descoberta da rotina de programação que constrói um pentágono regular .

Sentadinha ao meu lado, lá utilizámos o transferidor tentando clarificar os mistério, escrevi, risquei, expliquei, falámos de ângulos complementares… ficaram no caderno estes rabiscos.

Não satisfeita, ainda pediu:
E se eu quisesse desenhar um triângulo mesmo certinho que eu soubesse que os ângulos de dentro eram mesmo 60º.
Tens compasso?
Sim.
Vai buscar.
Cumpri o desejo. Mais um rabisco no seu caderno diário. A alegria mal contida dela.

Antes de se levantar, lançou-me os braços ao pescoço e deu-me um beijinho doce na face. Obrigada professora.

(A F. é uma aluna que no início do ano confessou não gostar de resolver problemas… “tenho receio” dizia.) .

Depois de em Estudo Acompanhado, também ontem, ter ensinado dois alunos a colocar o sitemeter nos seus blogues pessoais criados há dias (estão entusiasmados) e de ter os alunos em volta com dúvidas e vontade de aprender mais coisas (entre elas como fazer um blogue para divulgar os projectos e o diário de campo), decidi transformar um tempo meu pouco útil e rentabilizado na escola, noutro tempo que, embora menos favorável pela localização no horário, se cola a um tempo livre desta turma depois da última aula de segunda-feira. Podem assim vir ter comigo depois das 15h para fazermos exactamente isto e muito mais: blogues, scratch, matemática, correio electrónico, sitemeter, eu sei lá! Se lá tenho de estar, que seja a fazer algo por eles, algo que queiram, de que precisem, mesmo que isso implique sair mais tarde e ficar com mais furos pelo meio (nesse dia entro às 8:15 e passarei a sair às 16).
Expliquei-lhes a ideia: não é obrigatório, mas pensei nisto hoje, se vocês quiserem estarei sempre aqui… Alguém pode e pensa que de vez em quando vai aparecer, para eu poder falar no Conselho Executivo?
Todos os dedos no ar.
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