Programação: a nova literacia

Através desta entrada ( Programação: a nova literacia ) no blogue do Luís Pedro da Universidade de Aveiro, cheguei a: Programming: the new literacy no Edutopia. Um artigo de Marc Prensky, que também tem um blogue AQUI.

Nesse texto, como não podia deixar de ser, é referido o Scratch e Mitchel Resnick (um dos responsáveis por ele no MIT) vem até ao site Edutopia e comenta o artigo, falando um pouco deste ambiente de programação tão recente.

Como imaginam, ouro sobre azul para mim. O reforço da fundamentação de que é importante, talvez mais até do que se pensa, estimular o domínio da arte/técnica de programar. Eu acredito que é importante e atrevo-me mesmo a pensar, como Marc, como Papert sempre afirmou, que o futuro não pode ser visto com os olhos de hoje, à imagem deste hoje. Conciliar o melhor do passado com uma visão futurista criativa, que se estenda muito para além do que a mente consegue imaginar com os actuais recursos, é o caminho. Um caminho desconhecido, mas bom de fazer, lado a lado com os nossos alunos, sem receio.

Enquanto continuarmos a entender o uso das tecnologias como o uso de um powerpoint feito por nós para “dar” uma aula em vez de “a falar”, sem mudar uma linha na postura tradicional de muitas aulas (a maioria?)… estaremos a recuar. A domesticar tecnologias, a amordaçá-las e formatá-las às estratégias que sempre se usaram… Avançar é reinventar a estrada ao sabor dos novos recursos e das novas possibilidades. É lutar por e reinvindicar uma outra forma de organizar o tempo e o espaço nas escolas. Falta muito caminho, pois falta. Estou a tentar levar uma gotinha de água… Foi com essa intenção que decidi avançar com o mestrado e optar por uma investigação-acção. Não tem sido fácil, mas ainda não me arrependi.

2 Responses to “Programação: a nova literacia”


  1. 1 Luis Pedro Fevereiro 11, 2008 às 12:49 pm

    🙂

    Assino por baixo. Ainda recentemente, na introdução a uma nova disciplina de Mestrado, abordei estas questões da utopia e dos caminhos que trilhamos na área das tecnologias e da educação.
    E gosto sempre de lembrar uma frase magnífica de um filme que, apesar de muito referido é, infelizmente, pouco seguido.
    O filme é o “Clube dos Poetas Mortos” e a frase é de Robert Frost: “Two roads diverged in the wood and I, I took the one less traveled by, and that has made all the difference.”

    Boa caminhada Teresa,
    Luís Pedro

  2. 2 3za Fevereiro 11, 2008 às 5:07 pm

    🙂
    Um dos meus poemas favoritos…
    Relembrei, com as tuas palavras, uma entrada antiga da teia em torno desse poema e das escolhas…
    http://tempodeteia.blogspot.com/2006/04/o-caminho-menos-percorrido.html

    Afinidades.

    Obrigada pelos votos. Será uma boa caminhada.
    (Nós fazemos os nossos passos. E com eles o futuro que sonhamos.)


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