Arquivo de Abril, 2008

Caminhos de amar…

Ontem à noite, depois das 21, a Inês – 5º ano – descobriu-me no gmail:

Inês: tenho um novo projecto na galeria
me: Boa! Vou ver! Beijinhos
Inês: não é muito giro penço eu gostou ?
me: Eu depois digo! Todos têm valor… depende do objectivo! Espera…
Inês: ok
me: Ainda não vi!
Inês: não!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!???????????????????????????????????????????????????????
me: espera!
Inês: ok
me: qual é o teu nome na galeria? nici?
Inês: sim o nome é kitty do projecto
me: Está engraçado… tem bastantes erros que corrigimos amanhã em EA, está bem? Como já sabes bem trabalhar a interactividade das teclas, podíamos tentar fazer algo semelhante, mas com conteúdos de Ciências… ou Matemática… queres experimentar?
Inês: sim claro ja estou em pulgas por amanha
me: Olha, vou ter de ir embora. Beijocas grandes! Pensa no assunto…
Inês: ok durma bem
me: tu também! Bons sonhos!
Inês: igualmente
me: 🙂


Hoje em Estudo Acompanhado, o prometido foi devido…
Sentadinhas em frente a um dos dois computadores da sala, a Inês apontou no caderninho os erros para mais tarde corrigir. Também falámos sobre a possibilidade de reproduzir um projecto semelhante mas com temas das disciplinas… estou a ter aqui uma ideia! Sim? Então força! E não te esqueças de corrigir os erros!


Saio da escola. Um aluno que não conheço cumprimenta-me olhando-me nos olhos, como se fôssemos velhos conhecidos. Pensei: deve ser um dos alunos de quinto, já que andei no início do ano a fazer inquéritos a todas as turmas… Mas a caminho do carro ainda consegui ouvir quando se virou para o colega do lado e disse qualquer coisa como: esta é a professora do scratch…
Deve ser, portanto, aluno da turma B à qual os meus meninos têm feito formação… A palavra vai-se espalhando.

Os trabalhos de estatística continuam a chegar. Muito surpreendidos com o facto de hoje apontar os erros e omissões dos já recebidos, recordando os conteúdos que deveriam constar no trabalho e nem sempre lá estão. Mais surpreendidos, ainda, quando pergunto se querem melhorá-los, completando-os, para que a avaliação não penalize a ausência de certos elementos que foram solicitados. Podemos? Claro… a ideia é aprenderem o mais possível com a realização deste trabalho. Não é aplicar um carimbo-nota e já está, não mexe mais. Poderão existir alguns que se contentem com o que está feito, mas quem quiser melhorar… diz! (vários dedos no ar… diria que… muitos).
Mensagem captada.


A Mia tinha mais uns erros nas últimas entradas do blogue. Sentadinhas à frente de um dos dois computadores da sala, também estivemos em correcções virtuais: a Mia lia… tentava identificar o erro e propor soluções para o corrigir… Prometeu que depois corrigia em casa e disse: também vou lá pôr que estive aqui com a professora a corrigir erros no blogue (e regressou ao grupo das amigas: preparam entusiasmadas uma conferênca a apresentar na turma sobre a Água – conceitos, problemas, procedimentos para tratamento da água imprópria para consumo). Aula com trabalho diferenciado. Alguns alunos trabalhavam em Língua Portuguesa – estudo autónomo mas com orientação.

Maribe e FCA, com ajuda do Dani programam um projecto secreto que não querem que eu veja… pediram-me uma foto… e de vez em quando descaem-se (começaram este trabalho no scratch time)… parece ser uma história do nosso trabalho com o scratch desde o início do ano (oh professora, começámos quando a trabalhar?)

Estava eu aqui a escrever e… “clonc” o som típico do gmail a “meter conversa comigo”. Novamente a Inês… Interrompi aqui a escrita e lá fui eu.Tenho autorização para divulgar os diálogos… Dizem mais do que muitas palavras. E eu que a conheço… estou muito, mas mesmo muito contente com este “salto” no terceiro período. É preciso persistir… Acreditar…

Inês: pode ir ver o meu blog? tive a remodelalo
me: estive a remodelá-lo (atenção aos erros!)
Inês: ha!!!!!!!!!desculpe gosta ???não gosta??? esta intereçante?gosta
me: 🙂 Já estou a ver! Uau! Isso é que foi avançar! Parabéns… agora temos mais uns erros para corrigir… 🙂 E chamas a atenção para um problema bem grave! Assim é que é! Um blogue rico e cheio de conteúdo! Continua assim!
Inês: ok mas ainda bem que gostou e estou agora a corrigir o projecto da kitty e logo a seguir vou fazer o da ciencias
me: Beem!!! Estou a gostar desta tua renovada energia! Força! Depois dá-me notícias! Sim?
Inês: agora veio-me o interece do scratch e do blog
me: Agora vou acabar a entrada no meu blogue, que era o que eu estava a fazer. Olha… vou usar as nossas conversas… e falar da aula de hoje. Dás-me autorização? (e é INTERESSE com dois SS)
Inês: é sempre a trabalhar e estive até agora a estudar matemática e estatistica para o teste
esta bem pode por as nossas converssas
me: Vais ver como vais avançar depressa! Às vezes um sacrificiozinho compensa depois pela alegria das conquistas… Mas não te deites tarde! Descansa! Muitos beijinhos
Inês: eu sei estou a fazer um besfoço mas sempre compença
me: compensa com S
Inês: esforço desculpe-me
me: não peças desculpa… Corrijo para ires evoluindo na escrita!
Inês: e até estou a gostar de estudar É DIVERTIDO!!!!!!!
me: Fico mesmo contente! Boa noite! Força aí nas aventuras do blogue e do scratch! Beijinhos
Inês: OBRIGADO E IGUALMENTE
BEIJO~INHOS
me: Bjocas 🙂
Inês: ja sei muitas…….coisas sobre a estatistica desce graficos de barras a niveis mais e mais a frente
me: Boa! Vá! Agora vou acabar eu o meu trabalho! Beijinhos

Excerto do blogue:

Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Hoje tive com a minha professora, em estudo acompanhado, a corrigir os erros, do projecto que fiz.Esse tal projecto, a professora disse-me para não o fazer com a kitty, como o fiz, para-o fazer com as matérias de matemática , de ciencias ou outra disciplina qualquer, e eu ja tenho uma ideia para o fazer…Mas é surpresa…A professora deu-me montes de ideias para fazer.

e, passado um bocadinho (hoje nunca mais acabo esta entrada na teia…

Inês: Já corrigi o projecto
me: Vou ver… Bjinhos
me: parabéns! Tudo certinho! Vês… Agora vai lá pensar nas ideias para Ciências e Matemática!
Inês: obrigado pela ajuda
me: Não é preciso agradeceres, sabe bem ajudar quando vocês estão interessados e empenhados a trabalhar. É quando aprendem mais com as ajudas! Bjs

Não posso baixar os braços. A vida tem de ser agarrada de abraço em abraço.
Mesmo em dias tristes, a tristeza deve ser usada sempre como motor para sermos mais, sermos melhores…
Sim? (pergunto-me para me dar alento)
Sim… (respondo-me reconfortando-me)

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Coisas boas… muitas…

Vá…
Estou a fazer um esforço.
Esqueçamos por um instante os disparates superiormente emanados, os atrasos de implementação de projectos, as falhas técnicas… e passemos às coisinhas doces que partilho com os meninos a quem gosto de chamar meus.
(Como se estas aves fossem de alguém!)

Só 45 minutos hoje… Matemática (quinto ano).
O Daniel (que me disse que avançaria para o projecto do caracol) apanhou-me antes da aula… oh professora eu ontem ia começar o projecto do caracol, mas não pude… tive lá família!
Sem pressa Daniel! Quando puder ser…
Já na aula, azáfama da instalação nos lugares, a Mia diz que publicou mais coisas no seu blogue (vá ver!!!)… eu volto a lembrar que têm de me avisar, ou a minha cabeça não aguenta… o FCA diz que também colocou dois poemas no seu blogue… o Manuel do referencial diz que ontem acabou e publicou logo o projecto dois do referencial, em que tinha estado a trabalhar no Scratch time (a persistência dele é notável!) e também me disse que o ffred tinha um blogue e que foi lá pedir para ele ir ver o seu projecto… uff

Scratch Project

O meu menino diferente, que não esteve bem toda a manhã, resolveu comigo fazer autonomamente os exercícios deixados pela professora do ensino especial… nem se queria levantar no final para ir almoçar… há dias assim…

Eu sempre aflita. Hoje queria mesmo uma coisa mais tradicional. Rever resolução de expressões numéricas e pelo meio recordar técnicas de cálculo, números não inteiros, potências… por aí fora. Não posso descurar. Sinto que é neste equilíbrio, nesta diversidade de abordagens que pode residir alguma possibilidade de fazer melhor e ir mais longe.

E continuam a chegar-me às mãos os trabalhos sobre a unidade de estatística – investigação pessoal sobre os seus projectos Scratch… (feitos em computador, ou à mão, fazem-me sentir que todo o esforço continua a valer a pena…)

Terminei a aula apelando para a interacção entre eles, através das galerias e blogues, procurando ser educados, críticos mas sempre construtivos e felicitei quem já está aos poucos a aventurar-se nesse espaço social da comunicação, comentando os trabalhos de terceiros… É preciso ir formando para a utilização das redes sociais…
Assim se vai construindo uma comunidade…

Já os meninos do Turbêturma… cada vez menos tempo para a despedida. Ai as saudades a começar!
Mais fotos hoje durante os trabalhos de grupo em Ciências… montagem de um “slideshow” para memória futura. Terão de realizar três trabalhos… Higiene e problemas sociais, micróbios, poluição… Relatório de avaliação de cada trabalho (recebi hoje o primeiro) com auto-avaliação de cada elemento do grupo, avaliação de cada um por todos os outros, descrição das tarefas realizadas, avaliação do grupo para o trabalho final.


Quanto aos trabalhos, há previsões no no ar de… teatros, maquetas, modelos, programas televisivos, jogos… a azáfama é enorme (as muitas fotos levantam apenas a ponta do véu). No final terão de redigir uma página A4, sem consulta, sobre o que de mais importante aprenderam nas três unidades. Corro pela sala, vou ajudando, oferecendo opinião e conselho… lembrando a necessidade de dominar os conteúdos e fazer prova disso, de os incorporar nos trabalhos de forma clara e rigorosa, sem recorrer a banalidades e superficialidades não fundamentadas.

Coisas boas, sim.

(Hoje não me apetece falar das outras…)

ADENDA: depois de passar imenso tempo a descarregar no slideshow dezenas de fotos… verifico que só ficaram 16 😦 … não me ocorreu que pudesse haver um limite… nem acredito! Suspiro…

Coisas más, coisas boas…

… são sempre dias longos estes. Muitos dados para recolher, organizar registar da forma mais ordenada possível.
A tarde?
Bem…
A Cabovisão, depois de avisada, reiniciou o sistema na sala de informática e sugeriu que o rooter não estivesse tão perto do resto (suspiro… duvidando… veremos…). Mas à tarde a sala já não era minha… Tive de estar com os portáteis na outra sala, portanto, não aproveitei…
Nos portáteis a ‘net, como sempre, instável, fraca, ora sim ora não, ora assim assim, queixumes, desmotivação. Não é por acaso que depois da manhã alguns alunos tenham optado por ficar na rua a brincar em vez de aparecer no Scratch time. Se eu fosse aluna pensaria melhor antes de me enfiar em mais uma sala de aula (depois de ter estado na escola desde as 8…) para depois me entristecer por não ser capaz de concretizar que me apetecia. Insisto sempre com eles que é um espaço livre. Um espaço para aparecer se apetecer, se fizer sentido. Nem sei como ainda persistem tantos. Hoje eram 14, mas alguns do 6º ano (cinco, que ficaram do apoio de Matemática), um outro, também de 6º ano, amigo de aluno de 5º que foi convidado por este para aparecer. Os restantes oito eram alunos do 5º ano. Foi talvez o dia em que apareceram menos alunos da GTurma.

Problemas? Claro, sempre:

Alegrias, sucessos? Claro. Sem eles esmorece a entrega:

 

Persistência… esforço (reforço positivo)… voo…
(provavelmente o melhor do dia – agarro-me a ele com unhas e dentes…)

E…
querem contadores nos blogues…
gostam de comentários, partilham os que vão tendo…
A Mia já corrige erros de colegas: professora, é perferirem ou preferirem?
Respondo.
Ela para a outra colega: Vês? Eu não te disse?

Sim… coisas boas, coisas más… Sempre coladas umas às outras…
São 20 horas…
12 horas praticamente seguidas a trabalhar… e ainda não acabou. Faltam mais alguns registos e uma ou outra leitura se os olhos não se fecharem primeiro.

Sim, eu sei, há caminhos mais fáceis… há…
Por teimosia, amor ou não sei quê, não tenho muito o hábito de os escolher…

 

O Plano Tecnológico… essa miragem!

Preciso de um muro, hoje. Sim, lamentações. Mar de rosas só mesmo o do jardim e o dos afectos, felizmente esses de boa saúde ao contrário de outras coisas.
Eu sei que daqui a pouco estarei a falar das ainda (poucas) coisas boas que fazem parte deste caminho de silvas que é ser professor numa escola pública de um país que quer resultados a troco de nada e de mil promessas sempre adiadas. Mas agora, neste momento, antecipando o insucesso da tarde, depois do insucesso da manhã, tenho de pôr a nu as más, porque começa a não haver paciência para tanta hipocrisia, tanta coisa tão pouca coisa…

Sim, às 8:15 entro na sala de informática.
Supostamente para que os alunos, numa aula de matemática, importem alguns projectos antigos, os corrijam e voltem a carregá-los na galeria da internet do Scratch.
Supostamente para que se inicie a modelação da resolução de um problema e que os que ainda não se animaram, avancem mais um bocadinho na motivação, na concretização. Claro que, não acabando os projectos, lá vem o pretexto para usar o mail da turma, enviando os projectos inacabados de forma a poder continuá-los no Scratch time (logo à tarde) ou em casa.
Supostamente para trabalhar de acordo com uma agenda que não se compadece com o tempo: duas aulas apenas por semana, de hora e meia cada, uma delas na sala de informática. (E até iria computador a computador, agenda na mão -rentabilizando o tempo enquanto saltito e ajudo, diferencio, exploro conteúdos de acordo com as oportunidades – perguntar a tabuada, que exijo saibam de cor, é claro, apontando à antiga o desempenho.)

Já adivinham…
Sem internet novamente. Desta vez o problema é geral no nosso piso. O Conselho Executivo tem internet. A biblioteca, a sala polivalente, a rede sem fios do bloco… tudo morto. Desligo a ficha umas dez vezes, volto a ligar. Desço em busca de ajuda. Não há. Passado pouco tempo o professor que precisa dos portáteis com internet na sala ao lado vem à nossa sala: era para desligar e ligar a ficha. Nem te incomodes, já o fizemos várias vezes e nada. Truques baixos e pobres de sistemas que não consigo entender… mas não me compete entender. Eu não tenho de saber tudo. É suposto alguém resolver os problemas de hardware, as configurações e tal. Eu tenho de fazer o resto. Dar cor à ferramenta, dar-lhe expressão, torná-la cúmplice de mais e melhores aprendizagens, inovar, procurar caminhos novos com os meus alunos… Sim?
Não me falta nem a experiência, nem a formação, mais auto-formação que outra coisa (ai as medidas do PT… a medida 3 da formação… isso! Muita formação e depois…), nem a vontade, nem o empenho, não me faltam sequer alunos interessados em chegar mais longe. Mas falta-me algo importante. Um bocadinho de qualidade no equipamento ajudava (os computadores da Biblioteca são tão maus, que pouco se pode fazer com eles para além do trivial…)

Alunos inquietos, revoltados. Como eu os entendo (já nem disfarço muito a irritação do momento). Mas tento pôr água na fervura. Vá… avancem com outros projectos… eu tenho uma pen, tentamos ver o que conseguimos fazer sem os projectos para continuar. Mas oh stora e aquele que eu estava a fazer, eu queria era continuar! Assim nunca acabo!

Pois…

É fundamental contrariar, tornando natural algo que é complicado nestas idades (nestas gerações – digital natives), a “coisa” de fazer as tarefas rapidamente sem cuidado e sem olhar mais para elas. Quero que se habituem a demorar-se numa tarefa, a desenvolver a autonomia, a persistência, o rigor, a exigência pessoal. Estar sempre a começar coisas.. passar a vida com pens atrás não é solução, até porque muito do trabalho está já publicado e agora é preciso aprender os processos de aperfeiçoamento, aprofundamento. E a aula dura 90 minutos, não mais. E eles são 21… E eu estou triste.

Entrego os testes (tenho sempre de ter mil coisas na manga, porque raramente as coisas funcionam como eu desejo e espero), fazemos o balanço. Uma aluna, que ao princípio tinha dificuldade a Matemática, chora de emoção por conta do quase Muito Bom. Ai… Vou telefonar à mãe! Ela vai ficar tão feliz e a Avó vai ter de fazer uns tratamentos difíceis e vem viver connosco vai ficar tão contente!
E ralho com outros que parecem ainda deter-se na divagação infantil de que, por milagre e sem esforço, é possível obter resultados. São poucos, mas não quero saber. Eu quero o melhor para todos. Não gosto de estatísticas. São pessoas o que tenho à minha frente, não seres abstractos de quem possa dizer: paciência… tive sucesso com todos menos com dois ou três…não é uma percentagem má…
Um a um vou explicando o que é preciso fazer mais, o que falta para…, as estratégias para ultrapassar as dificuldades aqui e ali.
E a ‘net não chega. E nada se resolve.
Oh professora logo temos Scratch time… e se não houver internet outra vez?


Ai meninos.
Não sei o que responder.
Só sei (e isto não lhes digo nem mostro… por isso, aqui, preciso de o fazer para repor o sorriso no sítio do costume) que haverá um dia um limite para isto. Que não podem colocar parâmetros que avaliam o meu desempenho, como professora, na utilização das TIC com os alunos, no desenvolvimento de projectos inovadores… e achar que sem os ovos eu sacio a fome seja de quem for. Aguardo ansiosamente a hora em que estabelecidos os meus objectivos individuais possa fazer uma auto-avaliação que denuncie a hipocrisia de tudo isto.

É nestes momentos que me apetece correr por aí, tipo carochinha de janela, em busca de alguém que acolha o meu sonho: quem me quer para trabalhar a sério num qualquer espaço exigente que respeite o seu público? Apenas exijo ser bem tratada e condições de trabalho à altura dos meus sonhos e capacidades. À altura das expectativas das crianças que sirvo.
Sei que conseguiria mais, muito mais, com tudo o que trago dentro de mim. Com este respeito imenso que nutro pelas crianças a meu cargo, esta fome de os ajudar a ser melhores, a ficar mais preparados,

Alguém quer casar comigo?
Tenho de inventar um sonho dentro do sonho?
Terei ainda coragem e idade para isso?

Nestas alturas é também um bocadinho do meu patriotismo que se morre. (Desculpem o dramatismo, é esta minha alma de poeta) País que não acarinha quem quer trabalhar, país que deixa ao deus dará as coisas, para depois exigir mundos e resultados, não é país que mereça tanta gente empenhada por aí espalhada, tanta criança com vontade de aprender a quem só se dá uma resposta no tempo em que eram precisos todos os sins:

não.

Daqui a pouco regresso à escola e, quem sabe, volto de lá com alguma história feliz.
Mas precisava, primeiro, de soltar de mim esta mágoa por um faz de conta que faz mas não faz e depois contabiliza o não feito na história de vida de quem tentou fazer mas não conseguiu por não ter por perto tudo o que era preciso.
Até quando?

(Percebem por que razão à hora de almoço, em vez de comer, escrevo? Se não desabafar, deitar para fora o que me pára a digestão dos sonhos, não me volta o apetite…)

Já nem me dizem nada…

… vão lá e publicam.
🙂

Curiosa esta manobra de marketing. Toda a entrada de MC é escrita na terceira pessoa, embora esteja a falar de si próprio…

AQUI

arTICular

No dia 31 de Maio de 2008, na ESE de Setúbal, decorrerá o seminário “arTICular e Partilhar Perspectivas”. Para mais informações consultar a página do seminário – http://nonio.ese.ips.pt/articular/
Acedi ao convite e acabei de me inscrever na página para fazer uma brevíssima comunicação (10 minutos):
Sementes de… Scratch?
.
(Mais perto da data… recordo o evento. Até lá… se existirem mais interessados em inscrever-se, com ou sem apresentação de comunicações, basta ir AQUI.)

Eu aqui e eles lá na escola…

… a trabalhar em Área de Projecto com as duas professoras que fizeram formação sobre scratch… com eles.

Sim. Turbêturma em acção.
Um dos grupos acabou de publicar o projecto sobre os problemas do alcoolismo…
Estava nas rondas das galerias dos alunos e descobri-o…

Scratch Project

(E ontem, alguns destes meninos de 6º ano foram novamente ajudar a formar em scratch a tal turminha complicada de 5º ano, que iniciou a formação com eles na semana que passou… Eu na faculdade e ninguém para filmar na escola… suspiro… terei de preparar uma entrevista, ou mais…)

Não sou necessária… o scratch continua sem mim. Esta é umas das coisas mais importantes, do meu ponto de vista, em todo este processo…
É possível desmultiplicar (isso vou tentando fazer, com a ajuda dos meus missionários) e a ferramenta parece ter interesse e consistência para se aguentar sozinha com mediação de outros que não eu. Gosto da ideia…


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