E não se pode clonar-me?

Aproveito a horita de almoço para um pequenino balanço, depois de uma manhã sempre animada e antes de mais uma tarde preenchida (também com o habitual toque de cinzento que optarei por ignorar, reconvertendo a forma de abordar o tempo scratch time para tentar ganhar novamente o entusiasmo e a motivação dos meus pequenitos, fartos dos problemas com a ‘net, tentando levá-los a concentrar-se nos projectos (suportando tudo com as nossas penzitas)… Mas não lhes é fácil não poder tratar dos seus blogues (algo muito importante, mas que tenho de colocar de lado pelas razões sobejamente conhecidas…)

Ora bem…
Se por um lado a minha curiosidade me levaria a querer escutá-los durante os processos de concepção e elaboração dos projectos (o que é obviamente impossível… a Mada expressa isso bem dizendo-me hoje: a professora não é 20 é só uma), por outro seria absolutamente indispensável criar condições para que todas as conversas tidas, na busca pelos caminhos que vão resolvendo os problemas dos projectos, ficassem registadas para memória futura, para depois perceber melhor como dialogam, como constroem o conhecimento, como ultrapassam obstáculos, como tomam decisões, se optam por planificar, ou se “bricolam” e experimentam até chegar ao destino, que conteúdos abordam de forma informal…
Questões fundamentais para chegar fundo, para perceber melhor tudo o que tem acontecido e continua a acontecer… Mas não é possível. Sei.
Tenho de me dividir entre investigadora e professora e, esta última, qual bombeira de serviço permanente na aula, bem tenta registar tudo o que pode, bem tenta correr todos, convencê-los a escrever as dificuldades sentidas e a forma como conseguiram concluir com sucesso um trabalho, passando a maior parte do tempo a ajudar, a apoiar, a partilhar as alegrias e conquistas… o resto perde-se um pouco… a tal arte perecível que ela professora/investigadora procura fixar de alguma forma, com alguma riqueza de pormenores quando possível (desejando que fosse bem maior!). (Acham que falar de mim na terceira pessoa indicia já algum problemazito a merecer atenção?🙂

Aqui tento ajudar o Bocas, provocá-lo a avançar ainda mais. Atrás a Marria e a Butterfly que, depois de um processo curioso e interessante de resolução de um “bug” (pode ver-se nos vídeos seguintes) , estão a todo o vapor felizes nesta aula a avançar finalmente! Depois do problema resolvido, rapidamente criam a nova estrutura de movimento e, de minuto em minuto, vão-me chamado entusiasmadas para eu ir ver os sucessivos sucessos com as intruções. Noutra posição mais distante o F chama porque diz que o parceiro brinca e até o meu menino diferente, a trabalhar no computador com a professora de apoio mesmo ao lado, me chamou para eu ver o seu projecto: “Teresa Marques olha olha“… e eu olhei. E depois, logo de seguida, fui ter com ele para lhe dizer que o projecto estava lindo.

Uns clonezinhos… agradecia…

Vídeos AQUI


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