Arquivo de Outubro, 2008

Métodos de Investigação em Educação

Excelente recurso!

Universidade do Minho
Clara Coutinho

http://claracoutinho.wikispaces.com/

Utilização do WIKI no Mestrado em Tecnologia Educativa

Objectivo: Utilizar as potencialidades das TICs a favor do ensino e aprendizagem na Disciplina de Métodos de Investigação em Educação do Mestrado em Tecnologia Educativa.
O termo wiki é utilizado para identificar um tipo específico de colecção de documentos em hipertexto ou o software colaborativo usado para criá-lo.
O termo “Wiki” significa “super-rápido” no idioma havaiano.
Wiki também quer dizer What I Know Is… ( O que eu sei é…) onde cada um colabora com aquilo que sabe a fim de criar um repositório de dados.

Sim… por aqui a trabalhar (muito).
Pelo caminho às vezes encontramos estas preciosidades à minúscula distância de um clique.

Partilho.

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Plataformas Web 2.0 em contexto educativo…

… sintonia com o trabalho do Carlos Santos da Universidade de Aveiro.

Podia chegar aqui?

Pensei que seria alguma falha na correcção da ficha que havia entregue (minutos antes alguém me chamara para assinalar como errado algo que havia marcado como certo).
Mas não.
Baixinho, quase ao ouvido, disse-me:
– Eu ainda não percebi muito bem o Pi.
Baixinho respondi:
– Não era suposto já terem percebido tudo! Ainda só falámos do Pi numa aula… Mas fico muito contente que já sejas capaz de me dizer que não entendes algo… Tem calma… vamos voltar ao assunto até o mistério estar bem esclarecido.
Voltei à turma e pedi atenção.
Depois pedi autorização ao H para partilhar… ele aceitou.
Ali o H fez algo de muito bom! Chamou-me para me dizer que não tinha percebido o Pi… mas eu acho que ele não é o único… ele só teve foi a coragem de dizer… tal como eu pedi que todos fizessem. Mais alguém não percebeu?
(Voltei a repetir que ainda não havíamos aprofundado suficientemente o assunto e que era perfeitamente natural…)
Mais de metade dos dedos no ar.
Os que não tinham o dedo no ar… já haviam demonstrado que à primeira abordagem a ideia ficara… mas o natural é não ficar. Entender o significado de uma relação matemática que a natureza nos oferece para ser decifrada não é coisa simples. Simples é decorar o número e aplicá-lo em exercícios tipo sem compreender a noção. Mas até ao limite do tempo disponível… procuro a compreensão deste número mágico antes de começarem os exercícios.

E foi assim que lhes comecei a pedir os valores da investigação solicitada como TPC: escolher objectos em casa com forma cilíndrica… ou superfícies circulares para medir diâmetro e perímetro, trazendo os valores para a aula anotados numa tabela. (Oh s’tora, a minha Mãe viu-me a sair para a rua… e perguntou… onde vais?… Vou ali ao carro fazer o TPC de Matemática… Ao carro? Vou medir a roda! Ah! Está bem… 🙂 )

O H fez excelentes medições… e aquele triplozito que afinal não era triplozito certo lá se foi desenhando no quadro com o contributo de todos e à vista de todos… relógio, latas de comida, roda de bicicleta…
Tu já viste, H, que a tua lata de fruta e a lata de manga da V apresentam a mesma relação? E viram que os objectos são diferentes e foram medidos por gente diferente?

Até ao final da aula, mais alguns chegaram lá… os olhos denunciavam o encanto da descoberta… a boca explicava.
Ah! É por isso que o V. na ficha, mesmo sem ser preciso, marcou os diâmetros a ver se eram planificações do cilindro! É que se coubessem 3 e mais um bocadinho… dava para dar a volta!

E isso é que é o Pi… Esse triplo e mais um bocadinho. (o H a ver a luz)

Pois… se tivessemos a sorte de ter sido exactamente o triplo… ninguém lhe dava este nome nem lhe ligava nenhuma… era o triplo e pronto.

De seguida dividimos vários diâmetros pelo seu raio e… lá apareceu sempre o número 2…
Já viram? Como o diâmetro é sempre o dobro do raio e o raio metade do diâmetro… este quociente é sempre constante
Só que como é o dobro, pobrezito… ninguém se deu ao trabalho de lhe chamar uma coisinha qualquer assim especial…

Coitadinho (agora brincam… quase quase a tocar… antes do almoço…)

TPC: dividir as medidas dos perímetros pelos diâmetros correspondentes (dos objectos que andaram a medir e colocaram na sua pequena investigação matemática).

Aos poucos os laços vão-se aprofundando. Começam a confiar.
E sinto que estamos a caminhar bem. Muito bem. Como se já os conhecesse há muito e não fossem apenas meus alunos pela primeira vez este ano. Faremos das fraquezas forças porque estão receptivos. Ando ainda a abrir portas e a gerar sedes. É o mais urgente agora.

Desejar receber é meio caminho andado.

(À tarde vou estar com eles outra vez… apeteceu-me partilhar ao almoço a história de uma parte da minha manhã… e vou agora semear uma surpresa no blogue deles… poesia matemática…:)

Sorrisos

Gastei hoje o meu tempo todo na escola com eles e também

AQUI

AQUI

AQUI
Agora vou tentar acabar de ver a última turma de testes, porque eles ficam felizes quando recebem o retorno rapidamente e a orientação decorrente para melhorar gestos, mudar caminhos. Eu própria sinto uma necessidade imensa de saber como foi o desempenho para reorientar o trabalho… os tais diagnósticos formativos e permanentes…

Um dos meninos do clube Scratch time (sessão de quinta-feira) está a repetir pela terceira vez o 5º ano… dá muitas faltas (brevemente reprovará com as faltas que já deu) e já aí está uma primeira suspensão de dois dias a caminho. Da primeira vez que veio… ligou-se ao messenger… expliquei que não, que não podia ser. Enunciei as razões, os objectivos do Clube. Fui simples, ele aceitou. Explorou o Scratch o tempo que esteve connosco. Ao vê-lo assim crescido no meio da turma de pequenininhos que integra actualmente, pedi ajuda para agilizar algumas coisas durante a sessão…
Pensei… não voltará… são regras a mais, disciplina a mais… trabalho a mais… colegas muito diferentes do “grupo complicado” a que se associa na escola e que se passeia como clã fazendo disparates.

Hoje regressou. Pontual. Trabalhando, explorando, ajudando. Saíu depois do toque.
E eu fiquei contente. Não é meu aluno, mas é já um bocadinho meu, pelo menos uma vez por semana.

Na próxima sessão vou conversar com ele (já depois da suspensão)… A DT (nossa Teresinha da Península) falou comigo… talvez esta âncora que ele lançou ao Clube possa ser o trampolim para uma forma diferente de olhar a escola e a sua vida nela. Não sabemos se resultará, mas vamos tentar. Se correr bem, talvez encontremos aqui nas TIC e no Scratch a porta de saída para um ciclo de insucesso muito grave, de abandono compulsivo e comportamento irregular.
Quem sabe…

Quando estou com eles a vida é simples.
Nos sorrisos que me oferecem recupero a energia que as coisas sem sentido me levam. Coração mole, é o que é.

E alegria pelas suas conquistas…

Scratch Project
(Quando se abre… vale a pena esperar um bocadinho pelo que vem a seguir… A entrada tem um pouco de tempo a mais…)

Scratch time

Há dias “foi “assim”…

… hoje foi “assado”  😦

Scratch time…

Hoje foi assim

Muito menos, muito mais…

Muito menos: mais de meia hora para conseguir ter Internet em todos os portáteis na aula de (hora e meia) de Área de Projecto… era o primeiro dia de trabalho no blogue da turma… (e conter a desilusão? Aproveitar para ensinar alguns truques… reparar… verificar certas ligações… trocar redes…)

Muito mais: o entusiasmo deles depois a escrever, a escrever,  a escrever… a chamar… o momento especial em que mostrei à Anna lembrar-me de quem era a sua cantora russa favorita e a ajudei a colocar um vídeo na apresentação individual. Bom ouvi-la e vê-la feliz a querer conversar comigo, a querer explicar-me coisas sobre a cantora. Não tem sido fácil quebrar a fronteira da língua… ando a construir escadas até ao coração porque me parece ser um bom caminho. Depois pedi uma apresentação em russo (para os amigos de longe)… e lá “transformámos” o teclado para se poderem digitar caracteres cirílicos. Conseguida a proeza… dei com ela a fazer a conversão dos caracteres…

As TIC a fazer pontes. Oportunidades de ouro.



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