Arquivo de Dezembro, 2008

Feliz Ano Novo

Às vezes preciso de interromper o fluxo do trabalho com algo que, sendo cerebral na mesma e não escapando ao tema que me vai absorvendo por estes dias a escrita, me afogue em cor e movimento.

Há uns dias fi-lo.
Primeiro apenas um simples Happy New Year…

 

Scratch Project

 

… depois dei com este desafio do Scratch Design Studio na homepage do Scratch (http://scratch.mit.edu/) e resolvi acrescentar uns sprites e uns scripts no projecto inicial… partilhando-o novamente por lá.

 

Foram simpáticos, mais uma vez, e resolveram distinguir-me incluindo-o na Galeria “Plans for 2009

Scratch Project

 

A seguir apareceu-me este comentário da sillysweet10

great job, and its a very cute idea for a present to be opening. great job! have a happy new year! and wish me a happy birthday, because its my b-day january 28th!

Respondi… e o comentário levou-me a um projecto da mesma galeria…

Fiquei cativada com a doçura da voz e percebi, pela troca de comentários anteriores, que era uma menina americana com a idade dos meus alunos…

 Scratch Project

Comentei o projecto dela… ela respondeu fazendo perguntas…

same goes to you! where do you live, because I was a little curious when you said your students were Portuguese. and I also saw you replying to that comment that wasn’t in English on one of your projects. was that Portuguese, too?

e eu voltei a responder.

Professor que é professor nunca resiste à tentação de responder a uma criança, não importa em que parte do mundo ela esteja… (são todos nossos alunos e merecem todos atenção e carinho).
Um Ano Novo Feliz!  

O Scratch do MIT: uma história bonita em Português

 

Divulguei-o pela primeira vez aqui em Julho de 2007 (algum tempo depois de ter lido uma notícia do Público a 12 de Junho de 2007) perto do momento em que foi partilhado pelo MIT com o mundo, 17 de Maio, disponibilizando a opção de múltiplas línguas para chegar a todo o mundo).

Também em Junho de 2007 o programador português TenCor Reformado Fernando Frederico – Programador de CAD no Instituto Geográfico do Exército, durante mais de 17 anos, descobre a ferramenta e interessa-se por ela, começando a programar com regularidade (projectos bilingues http://scratch.mit.edu/users/ffred), vindo os nossos destinos a cruzar-se em Janeiro quando descobriu os “segundos” portugueses na plataforma Scratch do MIT com projectos publicados (eu e os meus alunos) e percebemos que… a sua filha era minha colega na escola e a sua neta aluna lá (hoje a neta do ffred é minha aluna, por uma extraordinária coincidência).

Por um acaso proporcionado pelo magnífico universo da ‘net … um engenheiro da PT Inov (de que já falei aqui e aqui ) acompanhou com interesse o meu trabalho com os alunos. A descoberta passou pela Universidade Virtual de Aveiro no SecondLife (tem cooperado com a equipa) e pelo Carlos Santos da UA, que uma vez assistiu a uma pequena comunicação minha sobre o Scratch em Setúbal (num encontro promovido pela ESE de Setúbal). Pouco tempo depois encontrámo-nos os três em Aveiro e ambos insistiram na importância do Scratch e trabalho já feito, acabando por se fazer um telefonema ao Celso (do SAPO) que ficou imediatamente interessado. Não foi por acaso que no Tempo de Teia deixei escrito nesse relato da ida a Aveiro o que se segue:

.

 

“Por todos os motivos. O melhor de todos? A excelente companhia…
Outros em forma de projecto sonhado.
Ainda falta pensar, reflectir, encontrar as formas certas de agir.
Mas é nas sementes que a vida vive antes de ser vida propriamente, portanto… a paciência é a virtude que faz do crescimento a coisa lenta, boa e segura que deve ser.
Se tiver de ser alguma planta útil, será.

.

Daí para uma reunião em Lisboa… depois o meu contacto com a equipa do MIT para conseguir levar alguém da PT SAPO à conferência do MIT Scratch em Julho (na altura as inscrições haviam fechado), foi um passinho. E deram-se então depois outros passos muito importantes nascidos desses momentos e das reuniões que tivemos por lá.

O sonho era criar uma plataforma de acolhimento em Portugal para os projectos já existentes, e a conceber futuramente, em língua portuguesa, (até hoje dispersos na imensa plataforma do MIT que serve o mundo todo e onde os meus meninos têm as suas contas com muitos projectos em português – galerias com os melhores: http://scratch.mit.edu/galleries/view/36346 , http://scratch.mit.edu/galleries/view/36449 , http://scratch.mit.edu/galleries/view/36451 )

Um espaço mais acolhedor e onde sentissem maior atenção e apoio de pessoas que se comunicam em português (recebem até hoje comentários vários de pessoas que não percebem o seu trabalho por não ser em inglês…). Um espaço onde as crianças e os jovens que trabalham em língua portuguesa, e os educadores e pais que os ajudam, pudessem ter um recanto onde trocar ideias e comentários sem se sentir tão perdidos e dispersos como, naturalmente, na plataforma internacional do MIT. Tal só seria possível com um parceiro como a PT, já que, naturalmente, o MIT exigiria financiamento de suporte à continuação da investigação e aperfeiçoamento da ferramenta, para autorizar o acesso aos códigos para criar aquele que será realmente o primeiro portal estrangeiro numa língua diferente – neste caso o português – localizado num servidor em Portugal. Algo especial e com imenso valor que se deve ao empenho e crença na ideia e no projecto. Em simultâneo, foi necessário mover recursos entre os profissionais da PT Inov. (o Fausto a liderar) para melhorar a tradução já existente dos comandos em português, construir o portal e criar uma aplicação em “bom e rigoroso português” ajustável aos monitores mais pequenos (O meu pequenino Asus eee agradece, e todos os outros de pequenas dimensões do mercado, também…) e que permitisse o upload directo na plataforma portuguesa em vez da americana (que serve o planeta). Todos podem continuar a fazer upload em ambas… usando as respectivas aplicações… mas vai ser bom ter este cantinho na nossa língua a partir de Janeiro… Os meus meninos estão entusiasmados pois são pioneiros e serão os primeiros a ter contas Scratch nesse portal. O mais certo é continuarem a publicar em ambas (o que defenderei e promoverei, pois são cidadãos do mundo e devem perceber a importância de se comunicar noutras línguas nessas comunidades internacionais, e mais uma forma de se sentirem motivados a aprender o inglês). O portal em português é uma rampa acolhedora para os mais pequenos e que lhes permitirá depois outros voos.

 

Como vocês sabem das histórias que aqui conto, muitas vezes nem tenho sala nem computadores à altura. Mas sempre trabalhámos com o Scratch como foi possível. Há mais de um ano que o fazemos. Desde que iniciei o trabalho com o Scratch (e tomei a decisão de “investigar” esse trabalho na tese de mestrado) tenho vindo a divulgar o que faço nos blogues Tempo deTeia e Muito mais. Consultando o arquivo do tag Scratch percebe-se o muito que foi já partilhado. Os melhores recursos e alguns dos melhores trabalhos feitos pelos alunos estão em destaque na coluna lateral. Em colaboração com o MIT, que recebeu de braços abertos a sugestão,  inaugurei a secção de documentos de apoio com materiais em língua portuguesa que estão na página do MIT há muito tempo. A convite da Associação de Professores de Matemática, escrevi um artigo sobre o Scratch publicado na sua revista Educação e Matemática no início de 2008 (onde sugiro a necessidade de investir na melhoria da tradução portuguesa das primeiras versões) e a Faculdade de Ciências tem um espaço no Moodle dedicado a esta ferramenta desde que ela surgiu. A ESE de Setúbal tem promovido a ferramenta (tal como fez na altura com o LOGO, quando me iniciei nestas lides das ferramentas de programação para crianças nos anos 80).

 

 

Agora aguardamos com satisfação e expectativa pela história que se vai seguir: um portal Scratch fresquinho a estrear, uma aplicação num português de muito maior qualidade, ajustável a monitores pequeninos (que também serve para os monitores grandes) tudo desenvolvido pela PT em colaboração com o MIT e onde seremos os primeiros a chegar. Um sonho tornado realidade e que ajudámos a construir.

Alegria simples e infantil…


ADENDA: Corrigida que foi, no possível, a reportagem Futuro Hoje, (ao voltar a ser passada pela segunda vez dia 4 de Jan) impunha-se deixar aqui contada a história sem que o fosse por reacção a… mas apenas pelo enorme prazer de

Grown Up Digital: How the Net Generation Is Changing Your World (Don Tapscott)

Pois…
Eu nasci antes de 1977 e continuo a gostar muito de livros.
É uma coisa assim, como dizer, próxima da sedução.
Gosto de lhes mexer, gosto de os levar para todo o lado…
Gosto de os saber meus.

Pronto.

Vou encomendar este. Está decidido

New York Times: Grown Up Digital a “must read”

Posted by: Bill Gillies – Editor on 22Dec 2008
http://grownupdigital.com/

The Times has posted its review of Grown Up Digital. The review’s author, Harry Hurt III, begins with: As the father of an 11-year-old son, I often wonder what’s wrong with kids today. With my child as an exception, of course, they do not seem very bright. They appear to be shamelessly narcissistic, apathetic and lacking in social skills.Skip to next paragraph
And even the best are hopelessly addicted to video games. How can an otherwise healthy boy like mine spend a sunny day playing World of Warcraft for five consecutive hours instead of playing soccer or baseball outdoors?
In Grown Up Digital: How the Net Generation Is Changing Your World (McGraw-Hill), Don Tapscott tries to shatter the negative stereotypes of the so-called Net Geners, who currently range in age from 11 to 31. His book gives parents from the baby boom generation — like me — reason for optimism.
After summarizing some of the book’s main themes, Hurt concludes that “Grown Up Digital is a must read for baby boomers and virtually anyone else born before 1977. As Mr. Tapscott observes, ‘The bottom line is this: if you understand the Net Generation, you will understand the future.’”

Grown up Digital – Don Tapscott, Ano Europeu da Inovação e da Criatividade e… futuro?

Depois de mais uma sugestão do António em comentário na entrada anterior cheguei a esta entrevista e, depois, a este universo e, depois, a este vídeo… e depois a este vídeo … e… depois este…e… este… e… (parei para regressar à tese, pois imponho-me uma hora-limite para a exploração madrugadora e consulta de recursos úteis 🙂

Partilho.
E posso fazê-lo em minutos porque vivemos num mundo novo.
E posso viajar e aprender a uma velocidade que não adivinharia há dez anos atrás. E tento imaginar o que se segue. Não consigo. Mas compreendo a vertigem de quem nasceu mergulhado nela. E confesso gostar dessa vertigem, das pessoas novas que vou encontrando, também dos amigos novos que me aconteceram, dos universos que me abre, de como me torna cidadã do mundo, me permite comunicar com o planeta inteiro, me aproxima dos meninos que tenho ao meu cuidado e de outros que nem conheço…

A questão fundamental não é a emissão de juízos de valor sobre esta geração ou sobre a evolução tecnológica. O que os jovens são, como são, aconteceu no ambiente tecnologicamente fértil e inovador criado pela geração que os precedeu, para o melhor e para o pior. E eu acredito neles e no potencial deles para o bem. É impossível que não existam consequências profundas na sua forma de estar e de ser. Também na nossa (alguém duvida?). Acreditar que podem ser iguais ao que fomos e insistir em modelos que não se adequam ao mundo novo onde vivem é um erro. O mundo há 50 anos não era o mesmo de há 200 nem… Caminha-se. Certo? Portanto, em que ficamos? A questão também não é exigir ou esperar menos. Pelo contrário. Eles podem ir mais longe do que nós. Muito mais longe. Precisamos é de descobrir quais os caminhos que lhes permitem explorar este novo planeta sem perder referências e sem se desligar de uma preparação de base exigente sem a qual também não poderão navegar os seus sonhos mais ambiciosos. Se é fácil encontrar o equilíbrio? O modo certo? Não é. E a escola precisa urgentemente de se reinventar, ou corremos o risco de perder uma oportunidade preciosa de crescimento mútuo, onde o melhor de cada geração se funde para dar novos e diferentes mundos ao futuro que está sempre a ser construído aqui. Por isso me tem custado tanto ver a escola afundando-se em papel, normas e ofícios estéreis, descentrados dos alunos e das práticas, que em nada contribuem para o que é mais urgente fazer. Por isso me custa o uso da tecnologia em jeitinho de reforço de modelos que não resolvem os problemas que temos para resolver, ou o uso para agradar, para facilitar.
Inovar, criar não é usar o computador para fazer o mesmo que sempre fizemos ou para aprender apenas brincando.

Estaremos à altura do desafio?

2009 é o Ano Europeu da Inovação e da Criatividade (tenho tentado, com os meus alunos e na Escola, que esta comemoração dure desde sempre e para sempre). E isso não passa exclusivamente pela tecnologia, como sabe quem me conhece. A literatura, a leitura, a escrita, a representação não perdem terreno, antes se recriam nestes novos universos digitais. E se é aparentemente mais fácil com os mais pequenos, é cada vez mais complicado conquistar a atenção e o envolvimento dos adolescentes e jovens adultos.
Gostaria de ver este ano celebrado nas escolas não com trabalhos sobre, mas com acções, com mudança séria e consistente…

Ano Europeu da Inovação e da Criatividade

Temas em foco

Actividade artística e outras formas de criatividade, desde a pré-escola ao ensino básico e secundário, incluindo o pensamento inovador assim como a capacidade de resolver problemas de forma criativa
Manter o compromisso com todas as formas de criatividade ou expressão criativa ao longo da vida
Diversidade cultural como fonte de criatividade e inovação
Tecnologias de informação e comunicação como meios de criatividade e expressão criativa
Assegurar que as competências em matemática, ciência e estudos de tecnologia promovem e estimulam a inovação

Desenvolver uma vasta compreensão dos processos de inovação e uma maior atitude empreendedora como pré-requisito para uma prosperidade continuada
Promover a inovação como caminho para o desenvolvimento sustentável
Estratégias de desenvolvimento local e regional baseadas na criatividade e inovação
Industria cultural e criativa, incluindo o design – onde o estético e o económico se encontram
Inovação nos serviços públicos e privados

Debates propostos

Diversidade cultural como suporte para a Criatividade e a Inovação
Criatividade e Inovação no sector público
Educação para a Criatividade e Inovação
A Criatividade e a Inovação na Sociedade do Conhecimento
A Criatividade e a Inovação e o desenvolvimento sustentável
As artes criativas e a indústria

TED Talks no YouTube

(Adenda à entrada anterior)

A Teresa Pombo sugeriu-me um vídeo TED… e através dessa sugestão cheguei a

TED Talks Director
http://www.youtube.com/user/TEDtalksDirector

Subscrevi.
Assim posso ser informada regularmente dos vídeos TED TAlks colocados por lá.

Aproveito e partilho a sugestão da Teresa.

(… primeiro, avançar na tese – a principal missão desta interrupção lectiva, para além da preparação do 2º período. Depois regressar com calma a estes recursos, e às imensas leituras que ficarão por fazer nos livros espalhados pela casa…)

Sir Ken Robinson: Do schools kill creativity? (TED Talks)

TED – recursos preciosos

Com uma dica de um leitor recordei este espaço magnífico onde se encontram recursos preciosos que nos fazem reflectir… É sempre bom regressar e descobrir as novidades mais recentes.

This 4-minute trailer gives you a taste of TED and the magic that happens at each TED Conference. Amazing speakers, powerful connections and unforgettable moments happen at this four-day “brain spa” — and they echo throughout the web, as we release videos from the conference on TED.com.

Deixo uma sugestão:


Talks

Alan Kay: A powerful idea about teaching ideas

 

About this talk
With all the intensity and brilliance for which he is known,
Alan Kay envisions better techniques for teaching kids by using computers to illustrate experience in ways -– mathematically and scientifically — that only computers can.

Why you should listen to him:
“The best way to predict the future is to invent it.” Alan Kay not only coined this favorite tech-world adage, but has proven its truth several times. A true polymath, as well as inventor, he has combined engineering brilliance with knowledge of child development, epistemology, molecular biology and more.
In the 1960s, Kay joined the computer team at XeroxPARC, where he worked on world-changing inventions like the graphical interface, object-oriented programming, and the personal computer itself. Later, at Apple, Atari, HP, Disney, and now at his own nonprofits, he has helped refine the tools he anticipated long before they were realized.
As the industry has blossomed, however, Kay continues to grapple with the deeper purpose of computing, struggling to create the machine that won’t only recapitulate patterns in the world as we know it but will teach both children and adults to think, to see what otherwise is beyond them.
“One of the computer industry’s most prolific inventors.”Electronic Engineering Times

————-

Outro exemplo:

Tim Brown: The powerful link between creativity and play

MIT – Media Lab: Lab CAST

Uma colecção de filmes curtos (pequenos apontamentos) em torno de diferentes questões. Um espaço que procuro seguir seleccionando o que me interessa.

http://labcast.media.mit.edu/

Há dois dias divulgaram um vídeo sobre a conferência de Julho (saudade do ar que respirei por lá…).
Mas há mais…

http://labcast.media.mit.edu/?p=59

http://labcast.media.mit.edu/?p=33

http://labcast.media.mit.edu/?p=9

Leituras…

Learning for Life in the 21st Century: Sociocultural Perspectives on the Future of Education
Gordon Wells (Editor), Guy Claxton (Editor)
ISBN: 978-0-631-22330-6
Hardcover
320 pages
April 2002, Wiley-Blackwell

  • Table of Contents
  • Author Information
  • Reviews
United by the belief that the most significant factor in shaping the minds of young people is the cultural setting in which learning takes place, the twenty eminent contributors to this volume present new thinking on education across the boundaries of school, home, work and community. AQUI
——————————————-

Mark Mason (Editor)
ISBN: 978-1-4051-8042-9
Paperback
256 pages
October 2008, Wiley-Blackwell

 

Why is the education system so resistant to change? How does change in education occur? When change does happen, what does it take to make it sustainable? Social scientists, and social and education policy makers, are beginning to frame their understanding of these questions in terms of complexity theory. Developed initially as an approach to the fields of physics, biology, chemistry and economics, complexity theory is now being applied more broadly to the social sciences and to the study of education.
Complexity theory takes the view that complex systems are best regarded in their entirety-as wholes. It is a theory that engages with dynamic systems or ecologies, with the complex web of interrelated and contingent factors that contribute to particular outcomes or phenomena.
This volume provides an accessible theoretical introduction to the topic of complexity theory while considering its broader implications for educational change. Essays from a distinguished group of experts illuminate the contributions of complexity theory to the philosophy of education, curriculum theory and practice, and educational research. The book will challenge many prevailing viewpoints in education and provide new insights into our understanding of education. 
AQUI

Scratch: organizar os trabalhos em galerias…

Finalmente consegui organizar os trabalhos dos alunos em galerias. Selecção dos melhores como estímulo ao exercício de correcção e aperfeiçoamento (um gesto que não é fácil nestas idades, mas que tem de ser estimulado insistentemente e com exigência… ou continuarão a deixar para trás o que fazem sem revisão, sem crítica, sem brio, sem cuidado… ). Para se ser seleccionado para uma galeria tem de se trabalhar de forma empenhada e corrigir os erros fundamentais dos projectos, levando-os até ao fim e não os deixando incompletos. E eles começam a valorizar essas questões. Vai ser a surpresa de 2009. Mostrar-lhes as galerias e os projectos já seleccionados, insistindo para que regressem a projectos excelentes que deixaram pelo caminho, cheios de erros imperdoáveis não corrigidos, se desejarem o destaque (ainda não os publiquei nas galerias). E se o desejarem (espero que sim) é isso que farão, com ganhos para a aprendizagem em muitos aspectos, sobretudo na escrita e correcção ortográfica que é uma das falhas mais comuns. Daí ao prazer de escrever sem erros, e ao desenvolvimento do orgulho pessoal pelo bom trabalho, é um passito que alguns alunos meus mais velhos acabaram por ganhar com o tempo… Sim, professor de Matemática e de Ciências é sempre professor de Língua Portuguesa. Alguma dúvida? Se desleixarmos este aspecto nas nossas disciplinas… como garantir a imersão dos alunos num ambiente de exigência constante para ultrapassar as dificuldades sobejamente conhecidas nesta área?

A tentação (hábito) de avançarem sem olhar para trás (de muitos alunos hoje) é grande (deixam textos com erros, cálculos absurdos, disparates que facilmente identificariam se, com calma, revissem o seu trabalho… e não estou a falar do Scratch… falo de todos os trabalhos em geral). O Scratch é apenas mais uma ferramenta (motivadora) que permite trabalhar esse aspecto do desenvolvimento pessoal (até porque envolve competências diversas… escrita, cálculo, organização do pensamento, concentração, raciocínio…) e transferi-lo para as outras actividades de aprendizagem, desde que a mediação seja constante, seja dada muita atenção ao trabalho dos alunos e existam estímulos para a importância da revisão: um dos maiores é o facto do trabalho estar “publicado no mundo” aos olhos de todos. Não torna menos desculpáveis os erros, mas eles habituam-se à urgência e importância da correcção. E começam gradualmente a dar-lhe valor e a aumentar o seu brio pessoal e gosto pela qualidade dos trabalhos apresentados. Dá muito trabalho levá-los a esse ponto, pois, por alguma razão, no início, a maioria dos alunos encolhe os ombros e não se incomoda muito com o facto de ver os seus erros expostos: “não faz mal!” é coisa que às vezes ouço e me leva a chamar demoradamente a atenção… Querem é ver muita coisa publicada, mesmo cheia de disparates que não nos dão tempo para corrigir publicando catadupas de projectos… Felizmente não são todos. Há alguns extremamente cuidadosos que optam por publicar apenas quando estão certos de que não há erros.
Matemática



Ciências…

Mix…

Muito… mais…

Muito muito Scratch… entusiasmo e produção densa.
http://scratchtime.blogs.sapo.pt/11932.htmlo tutorial para aprender autonomamente o que fazer e levou a orientação mais longe: “professora, eu usei três trajes em vez de dois para parecer que se via a cruz e o certo a serem desenhados mais devagar“…
Não consigo descrever fielmente o entusiasmo… aguardo agora as futuras aplicações dos comandos que hoje aprendeu com tanta facilidade.

Blogues das turmas activos e partilhas várias. Promessas de Natal, de contactos, de pedidos, de partilhas… verei o que acontece e quem me vai “chamar” neste período não lectivo onde tentarei colocar ordem no meu próprio trabalho.

Eu cada vez mais pequena para tanta solicitação, tanto desejo de tantos de avançar e aprender cada vez mais… Enfim…
Vou à velocidade possível, mas ficaria muito contente se tivesse condições para melhor… Vícios de querer sempre muito mais e não me contentar com a miséria do pouco.

E é melhor parar por aqui.

Destaques de hoje?

O projecto da Catfilpa (TG) com quem consegui estar um pouco mais de tempo trabalhando na correcção do seu projecto fracções (que sofria de vários problemas). Aprendeu a utilizar o “broadcasting” e toda ela é sempre uma cascata de ideias, uma atenção aos pormenores, uma concentração a toda a prova, um entusiasmo que só vivido ao lado dela. Diz ela que não gosta e tem medo de resolver problemas e que não é boa nisso… Pois… é como se vê a si própria… Quem a vê trabalhar em programação e assiste ao empenho no trabalho para vencer as inseguranças, não diria. Utilizou o tutorial para aprender autonomamente o que fazer e levou a orientação mais longe: “professora, eu usei três trajes em vez de dois para parecer que se via a cruz e o certo a serem desenhados mais devagar“…
Não consigo descrever fielmente o entusiasmo… aguardo agora as futuras aplicações dos comandos que hoje aprendeu com tanta facilidade.

 
Scratch Project

Destaque também para (na TB) o projecto da Nuria e da Diabinha (importante por todas as razões e sorrisos – os da Nuria e os da Diabinha que precisa muito de “abrir” e de desenvolver o pensamento), que implicou programar cada floco de neve (foi um pedido delas, que queriam ver a neve a cair) recorrendo ao referencial cartesiano (o primeiro contacto… não aprofundei ainda, deixo-os familiarizar-se com o x e o y – matéria de 7º ano e não de 6º- para mais tarde aproveitar a onda e introduzir os conceitos antecipando-os)… aos efeitos de cor, à interactividade (quando “sprite clicado”)… Qual não é o meu espanto, quando chego lá para verificar tudo antes da publicação e me contam que resolveram usar o comando repete (ciclos) para que a neve caísse muito mais vezes. Efeito lindo. Não me tinha ocorrido… A elas sim… É esta a magia da criação.
No final a Nuria dizia que queria fazer scratch no Natal. E eu perguntei: tens net? Ela: Não! Mas eu peço prima. Então, respondi, vou dar-te o meu endereço e se fizeres projectos envias-me uma cartinha a avisar! Dei-lhe papelinho. Eu não sei, eu pergunto prima. Os olhos rindo, rindo…

 

Scratch Project

Há lá Natal melhor que este que trago hoje para casa preso ao coração?
Estivemos 26 nesta turma, durante quase duas horas e meia seguidas (alguns deles nem quiseram fazer intervalo entre Área de Projecto e Ciências e fiquei na sala com eles), naquele que era o último dia, as últimas aulas do ano, trabalhando afincadamente nos projectos, no blogue da turma… escrevendo, pensando, calculando… Finalmente a A, da Ucrania (ainda muitas dificuldades de dicção e compreensão) trouxe um projecto iniciado em Scratch e esteve a treinar a leitura de fracções (gravando-a no seu projecto – árvore de Natal com fracções penduradas em bolas coloridas) porque não é nada fácil para ela dizer os nossos números… Foi ajudada na leitura por outra colega da turma. As instruções do Scratch em Russo (o programa pode trabalhar até com caracteres chineses) ajudam-na a fazer a transferência para a nossa língua… (no MIT pensa-se no mundo… pensa-se global… gosto da humanidade e simplicidade com que abordam as questões da educação…).


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