Scratch: organizar os trabalhos em galerias…

Finalmente consegui organizar os trabalhos dos alunos em galerias. Selecção dos melhores como estímulo ao exercício de correcção e aperfeiçoamento (um gesto que não é fácil nestas idades, mas que tem de ser estimulado insistentemente e com exigência… ou continuarão a deixar para trás o que fazem sem revisão, sem crítica, sem brio, sem cuidado… ). Para se ser seleccionado para uma galeria tem de se trabalhar de forma empenhada e corrigir os erros fundamentais dos projectos, levando-os até ao fim e não os deixando incompletos. E eles começam a valorizar essas questões. Vai ser a surpresa de 2009. Mostrar-lhes as galerias e os projectos já seleccionados, insistindo para que regressem a projectos excelentes que deixaram pelo caminho, cheios de erros imperdoáveis não corrigidos, se desejarem o destaque (ainda não os publiquei nas galerias). E se o desejarem (espero que sim) é isso que farão, com ganhos para a aprendizagem em muitos aspectos, sobretudo na escrita e correcção ortográfica que é uma das falhas mais comuns. Daí ao prazer de escrever sem erros, e ao desenvolvimento do orgulho pessoal pelo bom trabalho, é um passito que alguns alunos meus mais velhos acabaram por ganhar com o tempo… Sim, professor de Matemática e de Ciências é sempre professor de Língua Portuguesa. Alguma dúvida? Se desleixarmos este aspecto nas nossas disciplinas… como garantir a imersão dos alunos num ambiente de exigência constante para ultrapassar as dificuldades sobejamente conhecidas nesta área?

A tentação (hábito) de avançarem sem olhar para trás (de muitos alunos hoje) é grande (deixam textos com erros, cálculos absurdos, disparates que facilmente identificariam se, com calma, revissem o seu trabalho… e não estou a falar do Scratch… falo de todos os trabalhos em geral). O Scratch é apenas mais uma ferramenta (motivadora) que permite trabalhar esse aspecto do desenvolvimento pessoal (até porque envolve competências diversas… escrita, cálculo, organização do pensamento, concentração, raciocínio…) e transferi-lo para as outras actividades de aprendizagem, desde que a mediação seja constante, seja dada muita atenção ao trabalho dos alunos e existam estímulos para a importância da revisão: um dos maiores é o facto do trabalho estar “publicado no mundo” aos olhos de todos. Não torna menos desculpáveis os erros, mas eles habituam-se à urgência e importância da correcção. E começam gradualmente a dar-lhe valor e a aumentar o seu brio pessoal e gosto pela qualidade dos trabalhos apresentados. Dá muito trabalho levá-los a esse ponto, pois, por alguma razão, no início, a maioria dos alunos encolhe os ombros e não se incomoda muito com o facto de ver os seus erros expostos: “não faz mal!” é coisa que às vezes ouço e me leva a chamar demoradamente a atenção… Querem é ver muita coisa publicada, mesmo cheia de disparates que não nos dão tempo para corrigir publicando catadupas de projectos… Felizmente não são todos. Há alguns extremamente cuidadosos que optam por publicar apenas quando estão certos de que não há erros.
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