Arquivo de Abril, 2009

Scratch… tanto mar… tanto mar… (língua portuguesa)

Depois da abertura do portal Scratch SAPO em língua portuguesa… aconteceu o Guilhermeo trabalho com os seus alunos no Brasil.
Contactou-me e ao ffred… (PT ffred)
Trocamos informações regularmente, partilhamos ideias.

Este fim-de-semana enviou-nos a informação de que havia saído um texto na página do Governo do Rio de Janeiro – Secretaria de Estado da Educação sobre o trabalho excelente que têm vindo a desenvolver.

Parabéns, Guilherme!

Aqui fica a ligação e o texto:

Estudantes produzem jogos educativos
Por Fatima Rocha

Os alunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio, de Petrópolis, município serrano do estado do Rio de Janeiro, resolveram tornar o aprendizado ainda mais atraente para colegas de várias idades criando jogos virtuais, objetos de aprendizagem e animações para serem utilizados como ferramenta de ensino. Junto com o projeto e a necessidade de se organizarem melhor surgiu a ideia de simularem uma pequena empresa, a Fractal Multimídia, que tem a missão de produzir entretenimento aliado à educação.

O orientador tecnológico do grupo, Guilherme Erwin Hartung, que também é professor de Matemática e Física, conta que, inicialmente, pensou em produzir ele mesmo os jogos e disponibilizá-los para os alunos. Foi quando percebeu que os softwares que estava usando – o Scratch do MIT e o Popfly Game Creator, da MS – eram extremamente intuitivos e fáceis de usar. Decidiu, então, dar “um passo a mais” e ensiná-los a trabalhar com os programas.

Com a certeza de que os adolescentes gostam de tecnologia e são fascinados por jogos eletrônicos, ele resolveu canalizar um pouco dessa energia e concentração que o jovem dedica aos chamados games para esse projeto.

– Conclui que meus alunos poderiam criar seus próprios jogos educativos e, já que eles cursam o Ensino Médio, também vi a oportunidade de apresentá-los às novas profissões digitais relacionadas com o mercado desse produto no Brasil.

A estrutura da Fractal se baseia em uma empresa de verdade: no organograma, departamentos de arte, programação, marketing e publicidade, o que permite mais organização no trabalho. Antes da criação dos jogos, os alunos assistiram vídeos com reportagens sobre esse mercado no país, discutiram os temas para o conteúdo dos produtos e organizaram oficinas para aprenderem como usar os softwares.

Atualmente, a empresa tem uma agenda cheia de tarefas – inclusive encomendas de professores da escola – e disponibiliza no seu blog um portfólio com todas as produções do grupo. Além disso, os estudantes estão participando de comunidades virtuais, do Brasil e do exterior, com o objetivo de trocar informações sobre o projeto com estudantes e professores de outros países.

O professor Guilherme explica, ainda, que a origem do nome da empresa se deve ao fato de, numa analogia, as características de um fractal irem ao encontro dos objetivos do grupo.

– Fractal é um objeto geométrico que pode ser dividido em partes – cada uma das quais semelhante ao objeto original – e também ser gerado por um padrão repetido, ensina. – E as nossas duas ideias principais são a divisão do trabalho colaborativo setorizado e o desejo de que o projeto se repita em várias escolas – conclui.

Quem quiser aprender e se divertir deve acessar o endereço www.fractalmultimidia.blogspot.com. Os jogos abordam disciplinas como física, biologia, matemática, meio ambiente e educação musical. São diversos e rápidos desafios que vão desde descobrir os cinco erros em um colorido cenário até o de calcular a força necessária para levantar um elevador hidráulico.

(alguns) pecados: gula, inveja, cobiça…

http://twitpic.com/3rg5z – O Fórum Mundial #WTPF decorre nesta sala com o apoio de mais de 900 computadores Magalhães (corrigido)
ptecnologico

(encontro a decorrer em Lisboa)

O desabafo mais longo… deixei-o noutro recanto mais apropriado.

Fostering learning in the networked world—the cyberlearning opportunity and challenge…

Fostering learning in the networked world—the cyberlearning opportunity and challenge: A 21st century agenda for the National Science Foundation (Report of the NSF Task Force on Cyberlearning)

2008, Roy Pea

AQUI:

Pea, R., with Christine L. Borgman (Chair), Hal Abelson, Lee Dirks, Roberta Johnson, Kenneth R. Koedinger, Marcia C. Linn, Clifford A. Lynch, Diana G. Oblinger, Katie Salen, Marshall S. Smith, Alex Szalay (2008, June 24). Fostering learning in the networked world—the cyberlearning opportunity and challenge: A 21st century agenda for the National Science Foundation (Report of the NSF Task Force on Cyberlearning). Arlington VA: NSF, 62pp.

Download (.pdf)

New blog on the block…


… para acompanhar sempre

porque a voz é a do meu amigo Joaquim Lopes – Herr Macintosh (responsável pela edigital: http://edigital.homeip.net/ ) e o tema é o e-learning.

A escola dos meus sonhos e outros devaneios…

Lancei alguns desafios logo que este período começou, confesso. É a minha aceleração habitual e não os poupo.

Pretendo que sejam desenvolvidos nas aulas trabalhos vários (com apoio em casa – distribuição de tarefas da sua responsabilidade), individualmente e em grupo, sobre temas das últimas unidades do 6º ano de Ciências.
Podem escolher qualquer suporte… Sei que terei como resposta “papel”, powerpoint, movie maker, scratch, esculturas, jogos, dramatizações…
Quero que aprendam a escolher e a dominar o suporte adequado para as intenções de um determinado trabalho. Em Ciências, como em todas as áreas, aprender a comunicar é fundamental. Não se escaparão, é claro, de apresentações à turma. O trabalho será desenvolvido de forma integrada em Ciências, AP e FC, já que os temas (micróbios e doenças, higiene e problemas sociais e, ainda, poluição) se prestam ao desenvolvimento de competências várias. O blogue das turmas assegurará a partilha na Internet…
Ontem começou a dança… (não que eu esperasse trabalhos já… e muito menos feitos em casa, já que a intenção é desenvolver o trabalho nas aulas, mas gostaram dos temas e parece que estão com vontade de avançar…)
Uma aluna enviou mensagem a perguntar se eu não havia recebido algo.
E eu: o quê? (não me havia chegado nada)
Mais tarde lá chegou… Um filme/trabalho bem engraçado sobre tabagismo e toxicodependência. Feito por ela e uma colega da turma que lá foi a casa. Percebem-se os risos… a combinação do filme com os textos informativos está engraçada e não falta sequer o genérico final com os nomes das autoras. Movie maker… pois. Apenas alguns erros ortográficos (teremos de corrigir) e um texto muito simples e algo superficial que talvez valha a pena aprofundar e melhorar.
Respondi logo. Porque sei que estão do outro lado à espera. Que é importante saberem que recebi, que vi, que apreciei o esforço.
Por volta da hora do almoço recebi outro e-mail:
Olá, s’tora. Bem aquele trabalho deu cá uma trabalheira, para aquilo ficar como deve ser, tivemos que gravar montes de vezes e às vezes não aguentávamos e ríamos por tudo e por nada, custou-nos muito, mas depois lá conseguimos. Beijos grandes da A.
Hoje a I. está imparável… Começou na última aula de AP (quinta) um trabalho sobre a poluição… Perto das 15h (hoje) recebi o trabalho completo (em Scratch). Alguns erritos que corrigi. Reenviei. Comentei. Foi coisa que lhe deu muito muito trabalho a fazer… excelente apresentação!

Perto das 17 já tinha outra mensagem:
Olá novamente stora, Desta vez é para mandar o projecto dos micróbios que comecei e acabei hoje. Não está nada de especial, mas espero que goste. Beijinhos 🙂


E vi logo e corrigi logo e respondi logo… valorizando e mimando, depois de apreciar a delícia de projecto Scratch que me havia enviado…
Penso na escola dos meus sonhos.
Há certos breves momentos que são já eles o próprio sonho. Não, não é ter crianças a trabalhar com entusiasmo ao Domingo 🙂 … É ter alunos que optam por usar os computadores de forma “construtiva” no seu tempo livre, porque uma sugestão de tarefa e o ambiente de aprendizagem que tenho tentado criar parece ser suficientemente estimulante para que tal aconteça. E, note-se, todas estas alunas não foram minhas no 5º ano nem integram a turma dos pioneiros. Só este ano partilham esta aventura de aprendizagem comigo. São uma turma complexa, onde precisei de resolver muitos problemas (ainda não todos, mas estamos bem encaminhados) até chegar aqui: um ambiente doce, produtivo, motivado, que os faz estar quase todos (facultativamente) no Clube comigo (23 em 26), leva cerca de metade dos alunos (facultativamente) ao Apoio de Matemática…
São a minha geraçãoBest
E embora menos tempo na minha companhia, não ficarão menos guardados no meu coração do que a turma dos pioneiros Scratch. Aqui as dificuldades a vencer eram/são bem maiores e, mesmo assim, conseguimos finalmente criar laços fortes, um espírito unido de equipa, uma atenção concentrada, um empenho a crescer todos os dias, um desejo de vencer as imensas dificuldades…
Porque a Escola não pode ser (e muito menos para as crianças “carentes”desta geração), como alguns querem e tudo têm feito para que se concretize, apenas uma coisa arrumada por horas, estéril e fria, condicionada pelo nenhum tempo que lhe sobrou depois de se ter achado que poupar tostões era a prioridade máxima. E se tem sido possível, por enquanto, fazer algo mais, é porque continuo a prescindir de MUITO do tempo a que tenho direito para mim e a dedicar às crianças muito mais do que as horas que me sobram realmente dos deveres (quantos burocráticos e sem sentido). As recompensas são estes momentos em que os sinto, do outro lado, em sintonia com esse meu sonho possível de Escola, que alguns querem destruir a qualquer preço.

Lembro-me bem de todas as razões que, aos 20 anos, me levaram a optar pelo educacional na Faculdade de Ciências da UL e a recusar o convite para ficar por lá a ensinar os mais crescidos…

Quando me devolverem o tempo roubado, poderei fazer bem mais pelos meus pares e pela escola, ao partilhar com eles as alegrias destas aventuras de aprendizagem, seduzindo quem se queira deixar seduzir. Essa parte da minha presença na escola está a reduzir-se cada vez mais, porque agora não roubo às crianças para dar a mais ninguém… E acho que é pena… Boa “avaliadora” eu cá não daria… Mas sei que seria capaz de converter uns quantos para caminhos que nos levassem em direcção à escola dos sonhos da maioria de nós…

 

ADENDA:

Finalmente, neste vai-vem entre mim e a I. durante a tarde, estão já publicados os projectos…

Scratch Project

Scratch Project

Oh Professora, aquilo é a média!…

Oito e pouco da manhã. Frio, vento e chuva.

Mas já o coração aquece na companhia deles, a caminho da sala gelada do barracão do jardim… Vêm correndo ao sabor da frase habitual: quem chegar depois de mim à porta tem falta! Risota, claro. Mas sabem como sou exigente com a pontualidade… A S. simbolicamente chega à porta e toca nela para garantir que chegou, como num jogo, em primeiro lugar… estando livre de “perigo”.
A B. entusiasmada vem falando ao meu lado, contando, explicando:
– Oh Professora, sabe um programa que há na televisão com muita gente a cantar? E depois elas têm de dar a nota certa e o máximo é 100 pontos que uma máquina dá? …
– Sim… E?… (com tanto entusiasmo ocorreu-me que tivesse estado por lá nas férias, ou em algum casting…)
– E depois por baixo aparecem uns quadradinhos e vão lá pondo os pontos que se tem, em cada sítio da canção que conta…
– Sim… E?…
– Oh professora, aquilo é a média que nós demos nas aulas! O que depois eles fazem é achar a média dos pontos todos porque juntam tudo e dividem pela quantidade de quadradinhos!
(Ao lado a I. sorria e a B. continua a falar ao meu lado até chegarmos à secretária)
Tens de contar essa tua descoberta à turma!
Mais sorrisos.
– A I. até já consegue, de cabeça, olhar e saber se a pessoa vai conseguir os pontos que são precisos para passar à fase seguinte ou ganhar! Ela sabe achar assim mais ou menos a média de cabeça!
Iniciei este período (mais uma vez) a falar do sentido que a Matemática dava, e não retirava, à vida. Que eles nunca deixassem de colocar acima de todas as coisas, quando resolvem problemas Matemáticos, a sua inteligência do dia a dia, a sua lógica, o seu espírito crítico, a sua capacidade de observação. Muitas vezes isso tornava-se mais importante do que o conhecimento dos procedimentos, embora sem esse conhecimento fosse muito difícil progredir e avançar na capacidade de resolver problemas mais elaborados e desenvolver o pensamento matemático em geral.
Por favor, se a pergunta num problema for que idade tem uma menina e errarem as contas, nunca deixem escrito uma coisa como: a menina tem 95 anos!
Riem.
Ou… à pergunta como distribuir 45 alunos por dois autocarros, numa visita de estudo, atreverem-se a responder 22,5 alunos em cada autocarro!
Ao longo de dois anos, esta tem sido uma conversa à qual regressamos sempre.
E sei que não foi em vão para a maioria.
Aproxima-se depressa demais a hora do adeus a estas crianças doces que partilharam comigo, enquanto parceiros, dois anos de trabalho intenso e produtivo. Se me pudessem dar mais um aninho com eles…
Mas a vida é assim: este ciclo constante de chegadas e partidas.
Asas mais fortes. Voem sem mim agora!
Conto ficar a morar um bocadinho nos seus corações.
Eles nunca mais vão sair do meu…

How to solve it (Pólya)

Por acaso… encontrei o livro inteirinho aqui.

Já existem edições mais recentes do que a minha.
O original data de 1945.

How to Solve It:A New Aspect of Mathematical Method
G. Polya
One of Princeton University Press’s Notable Centenary Titles.
With a New Foreword by John Conway
2004

http://press.princeton.edu/titles/669.html
A perennial bestseller by eminent mathematician G. Polya, How to Solve It will show anyone in any field how to think straight.
In lucid and appealing prose, Polya reveals how the mathematical method of demonstrating a proof or finding an unknown can be of help in attacking any problem that can be “reasoned” out–from building a bridge to winning a game of anagrams. Generations of readers have relished Polya’s deft–indeed, brilliant–instructions on stripping away irrelevancies and going straight to the heart of the problem.
In this best-selling classic, George Pólya revealed how the mathematical method of demonstrating a proof or finding an unknown can be of help in attacking any problem that can be “reasoned” out–from building a bridge to winning a game of anagrams. Generations of readers have relished Pólya’s deft instructions on stripping away irrelevancies and going straight to the heart of a problem. How to Solve It popularized heuristics, the art and science of discovery and invention. It has been in print continuously since 1945 and has been translated into twenty-three different languages.
Pólya was one of the most influential mathematicians of the twentieth century. He made important contributions to a great variety of mathematical research: from complex analysis to mathematical physics, number theory, probability, geometry, astronomy, and combinatorics. He was also an extraordinary teacher–he taught until he was ninety–and maintained a strong interest in pedagogical matters throughout his long career. In addition to How to Solve It, he published a two-volume work on the topic of problem solving, Mathematics of Plausible Reasoning, also with Princeton.
Pólya is one of the most frequently quoted mathematicians, and the following statements from How to Solve It make clear why: “My method to overcome a difficulty is to go around it.” “Geometry is the science of correct reasoning on incorrect figures.” “In order to solve this differential equation you look at it till a solution occurs to you.”
Reviews:
“Every prospective teacher should read it. In particular, graduate students will find it invaluable. The traditional mathematics professor who reads a paper before one of the Mathematical Societies might also learn something from the book: ‘He writes a, he says b, he means c; but it should be d.’ “–E. T. Bell, Mathematical Monthly
“[This] elementary textbook on heuristic reasoning, shows anew how keen its author is on questions of method and the formulation of methodological principles. Exposition and illustrative material are of a disarmingly elementary character, but very carefully thought out and selected.”–Herman Weyl, Mathematical Review
“I recommend it highly to any person who is seriously interested in finding out methods of solving problems, and who does not object to being entertained while he does it.”–Scientific Monthly
“Any young person seeking a career in the sciences would do well to ponder this important contribution to the teacher’s art.”–A. C. Schaeffer, American Journal of Psychology
“Every mathematics student should experience and live this book”–Mathematics Magazine


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