Arquivo de Setembro, 2009

Para que serve o computador? E mais umas coisas…

(Entrada da teia)

Aos 9/10 anos… em 26 alunos
O que fazem no computador?
pintar – 1
hi5 – 2
pesquisa (?) – 4
msn – 5
vídeo/música – 16
jogos – 24
O que preferem?
hi5 – 2
msn – 5
vídeo/música – 8
jogos – 16
Apenas um referiu que joga jogos de Matemática
Apenas um referiu que faz trabalhos (e quando inquirido sobre o que prefere, respondeu: tudo o que escrevi em cima, menos os trabalhos.)
Matemática?
5 adoram
3 gostam bastante
11 apenas gostam (pouco)
6 não gostam
1 detesta
Desafios pela frente. Muitos.
Gostava que aos 9/10 anos tivessem já uma experiência mais variada, criativa e construtora (por oposição a consumidora) com as tecnologias…
Não é opção imaginar que chegariam ao 2.ºC sem lhes ter tocado ou terem sido tocados. Não é possível tapar o Sol com a peneira e fingir que não há tecnologias no mundo e em casa da maioria (conheço crianças que aos 4 anos já estão viciadas em jogos).
A escola, subtraindo da sua equação a tecnologia (como às vezes se sugere) para preservar as crianças e educá-las melhor no domínio do básico (lápis e papel apenas), não impede a construção do perfil aqui desenhado (comum a muitas turmas, acredito). A escola que usa as tecnologias de forma limitada também não. A verdade é que em casa as tecnologias não estão fechadas à chave. Os alunos consomem (muito?) tempo (desde muito cedo?) com a televisão, telemóveis, PSPs e computador, mesmo que a escola se mantenha firme no propósito da distância a essa realidade (intencionalmente, ou por outras razões). Mesmo que os pais procurem impor regras na gestão das horas…
Vive-se um tempo diferente. E é preciso aprender a lidar com ele sem o discurso de que “antigamente é que era bom” e que a escola tem mais é que fazer “o que se fazia antes” pois isso resolvia tudo! Experimentem… 🙂
Tem de existir um equilíbrio algures.
As tecnologias não podem ser tudo, claro. Nem devem sê-lo. Mas estão aí, quer se queira ou não. E não foram as crianças de hoje a inventá-las e disponibilizá-las… foram as crianças de ontem, hoje seus pais e avós.
Deixadas ao acaso, estão cada vez mais omnipresentes na vida das crianças e muitas vezes (vezes demais?) com pouco critério e pouca mediação ou procura de enriquecimento através delas (alternativas e desafios propostos pelo adulto em processos de formação intencional/informal – em casa ou na escola…).
 
É com esta geração que temos de trabalhar e de ano para ano o perfil altera-se… ganham as tecnologias de forma desconexa, perde uma certa forma de saber que podia ser construída(o) com a sua ajuda. É preciso garantir que a mediação comece mais cedo… Fingir que estas crianças podem ser revertidas a um estado larvar equivalente ao nosso, há umas dezenas de anos, apenas usando os métodos da altura, é não conhecer a vida no que ela tem de mais rico: a evolução. É acreditar que as crianças são seres de barro moldáveis ao jeitinho dos adultos escultores que, por um lado, criam um universo de encantos e, depois, conseguem impedir as crianças de se deslumbrar com ele e obrigá-las a ser quem já não podem ser (nunca mais).
Mais uma vez tentarei oferecer alternativas (em paralelo com o trabalho mais conservador e clássico): programação (Scratch), apresentações – powerpoint (construídas por eles), geometria dinâmica, arte, excel, blogues, rentabilizar o uso do quadro interactivo (de um ponto de vista construcionista)… outras ferramentas de construção (nas mãos deles)… e recuperar/fortalecer a ligação difícil que continua a constatar-se entre as crianças e a Matemática… mesmo aquelas com boas oportunidades de acesso ao conhecimento (todos com computador e a esmagadora maioria com internet, neste contexto médio/alto).
Note-se: isto não é lamúria. É constatação da realidade que se apresenta ao nosso ofício. E, ou estou do lado da solução, ou do problema.
Diagnóstico começado, arregaço as mangas e parto em busca de respostas, mais uma vez. Como sempre. E o que quero é que aprendam a amar também o papel, o lápis, os livros, a leitura, a escrita, o pensamento, os recursos de comunicação no mundo… e que compreendam na pele, de forma duradoura, que as tecnologias podem ajudar-nos a ir mais longe nesse amor pela aprendizagem, pela cultura do rigor, da exigência e da excelência.
(Soluções sempre precárias e temporais, pois a mudança já deixou de ser lenta há muito muito tempo… A ver se na próxima legislatura o professor passa a ser tratado como o necessário criativo inventor de caminhos, que precisa de tempo de qualidade, momentos de encontro e de reflexão, em vez do funcionário que preenche impressos e gasta os minutos de forma absolutamente acessória com tudo aquilo que não tem interesse nem serve as crianças de quem cuida…)

Manual Escolar 2.0


Tomei conhecimento deste projecto através de uma mensagem reenviada pela Ana Boavida (coordenadora do PFCM da ESE de Setúbal). Ainda não tive tempo de me registar e explorar…
O que é? (nas palavras dos autores do projecto)
Neste projecto pioneiro a nível mundial, os manuais escolares serão construídos on-line, num espaço aberto à participação de todos os professores.

A base de cada manual escolar 2.0, e dos respectivos materiais auxiliares, será elaborada por um conjunto de docentes, autores experientes de manuais e materiais escolares, e será sujeita às sugestões e críticas dos professores que se registem neste espaço. O objectivo final é, naturalmente, conseguir elaborar um manual e respectivos materiais auxiliares que se adaptem o mais possível às necessidades dos que verdadeiramente conhecem a sala de aula e aos desafios que lhes são colocados ao longo do ano lectivo.

À semelhança do que acontece na Wikipédia – uma enciclopédia on-line de grande sucesso que vai sendo actualizada em função dos contributos dos internautas – a Sebenta utiliza agora as novas tecnologias para estar cada vez mais próxima da realidade das escolas, iniciando a publicação de manuais/projectos escolares com livros à medida dos professores e dos alunos.

Com vista ao ano lectivo 2010/2011, os manuais/projectos que integram este projecto serão:
– Matemática 5.º ano
– Ciências da Natureza 5.º ano
– História e Geografia de Portugal 5.º ano
– Português 7.º ano
Cada um dos manuais escolares 2.0 terá um espaço próprio de construção, ao qual poderá aceder clicando no respectivo destaque na página inicial.

A Sebenta está naturalmente disponível em interessada em receber opiniões e sugestões sobre este novo projecto.
Poderá contactar-nos através do e-mail manualescolar2.0@sebenta.leya.com

Clube Scratch time! Novo blogue (09/10)

Ano novo, blogue novo!

Impunha-se uma renovação… e trazer o espaço para mais perto de mim, já que com tanta conta e tanto recanto pela net, quanto menos “logins” melhor…

Assim, este passa a fazer parte do núcleo da Teia…

As fracções e o desenvolvimento do sentido do número racional

Li há tempos um artigo na Revista Educação e Matemática 84 e hoje fui à procura dele.Tinha ideia de ter gostado de o ler e precisava de o reencontrar (experimentação do novo programa, tópicos a incluir já no 5.º ano, enquanto o NPMEB não abranger todos os anos de escolaridade… e busca de recursos para depois partilhar com formandos).
Como não sabia em que revista foi (tenho muitas)… fui para a internet, claro.
Encontrei logo ligação para uma versão digital e assim posso partilhar.
Mora AQUI

Matemática – Recursos na DGIDC

No site da DGIDC, encontrei
 

Materiais de apoio para o Novo Programa de Matemática do Ensino Básico

Percursos temáticos de aprendizagem
Possíveis percursos que apoiam os professores no desenvolvimento do Novo Programa de Matemática.

Tópicos matemáticos a leccionar aos alunos
Enquanto o NPMEB não abranger todos os anos de escolaridade, é necessário incluir tópicos matemáticos a leccionar aos alunos que, no âmbito do Programa actualmente em vigor, não foram leccionados em anos anteriores, como se prevê no Novo Programa.

Previsão dos blocos a leccionar em cada um dos tópicos
5.º ano de escolaridade
7.º ano de escolaridade

Brochuras

Álgebra no Ensino Básico
Brochura de apoio ao professor para o Ensino Básico

Materiais de apoio

Números Racionais Não Negativos
Materiais de apoio ao professor com tarefas para o 2.º ciclo – 5.º ano

Sequências e Funções
Materiais de apoio ao professor com tarefas para o 3.º ciclo – 7.º ano

Triângulos e Quadriláteros
Materiais de apoio ao professor com tarefas para o 3.º ciclo – 7.º ano


Outros documentos de apoio

Números e operações

Sentido do número e organização de dados – texto de apoio a educadores de infância
Brochura sobre o desenvolvimento do sentido do número, para o pré-escolar e 1.º ciclo.

Textos sobre o desenvolvimento do sentido do número

O sentido do número no currículo de Matemática
Texto de Joana Brocardo e Lurdes Serrazina retirado de: Brocardo, J., Serrazina, L. & Rocha, I. (Orgs.) (2008). O sentido do número – reflexões que entrecruzam teoria e prática (pp. 3-28). Lisboa: Escolar Editora.

Geometria

Geometria – texto de apoio a educadores de infância
Brochura sobre aspectos relativos à geometria e à medida, para o pré-escolar e 1.º ciclo.

Organização e tratamento de dados

Análise de dados – textos de apoio para professores dos 1.º e 2.º ciclos
Brochura sobre organização, análise e tratamento de dados, para os 1.º e 2.º ciclos.

Sentido do número e organização de dados – texto de apoio a educadores de infância
Brochura sobre orgaização e tratamento de dados, para o pré-escolar e 1.º ciclo.Capacidades transversais

A Experiência Matemática no Ensino Básico
Brochura sobre as capacidades transversais: resolução de problemas, raciocínio matemático e comunicação matemática.

Sítios para consulta
Neste documento encontra alguns sítios da Internet dedicados à Matemática.

 

Aproveito para recordar que todos podem participar no ForMat (o “espaço de encontro” para professores de Matemática do ensino Básico que criei já a pensar no PFCM e na forma de envolver mais professores nesse programa).

 
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