Arquivo de Março, 2010

Utopia (Portugal)…

… ou não.

http://arci.pt/site/utopia-portugal/

Utopia Portugal

 

utopia-portugal_018.jpgutopia-portugal_018.jpgUtopia Portugal, são o conjunto de 25 Simuladores que a ARCI dispõe, nos quais se poderão encontrar réplicas de espaços portugueses, uma grande comunidade portuguesa em desenvolvimento, com projectos culturais e educativos, Clube de Inter Ajuda, que promove esclarecimentos sobre o uso da plataforma virtual, na criação de conteúdos e promoção de projectos, com o nome de: Clube ARCI – O Aprendiz!

Existe ainda a comunidade de empresas reais, que começam a entrar no mundo virtual e a tirar partido do mesmo pela grande vantagem que este tem de quebrar barreiras fisicas e proporcionar a todos os utilizadores, até internacionalmente, o conhecimento dos seus produtos ou serviços, bem como de os poder adquirir.

Neste espaço, poderão encontrar fotos dos espaços já criados ou em contrução, bem como a apresentação dos grupos que constituiem a comunidade da Utopia Portugal e dos seus projectos.

ARCI

 Ass. Recreativa para a Computação e Informática

A ARCI foi constituída em Setembro de 2003 e desenvolve actividades de administração de redes Inter/Intranet (usando a tecnologia Microsoft VPN e ISA Server), formação pedagógica em informática, actividades recreativas ligadas à comunicação, criação de software customizado de gestão sobre internet, desenvolvimento de projectos sobre conteúdos de banda larga, desenvolvimento de consultoria sobre soluções técnicas informáticas e de telecomunicações a implementar conteúdos de formação e soluções de assistências técnica em hardware, software e Web/internet. No presente, a ARCI está a desenvolver em paralelo com as restantes actividades, três áreas, que se prendem com a introdução e generalização em Portugal de plataformas de realidade virtual. A primeira área, de cariz formativo e social explora as possibilidades de comunicação, de trabalho colaborativo e cyberlearning em plataforma SecondLife; A segunda área, tem uma vertente cultural-tecnológica, explorando uma forma de arte emergente – Machinima, termo criado a partir das palavras da língua inglesa machine (máquina) e animation (animação), é a técnica de produção associadas a um género de filme, ou filme criado por tais técnicas de produção. Reconstituição em ambiente de realidade virtual, de espaços e edifícios; colocação em realidade virtual de espaços – memória ou com características especiais; exploração e visualização de soluções urbanísticas; A terceira área, relaciona-se com um projecto em colaboração com Fundação P, para desenvolvimento de actividades de pessoas com sérias deficiências motoras, auditivas e de foro neurológico, em plataforma de realidade virtual (Secondlife) com vista a estimular as suas capacidades e assim conseguir superar o isolamento causado pela sua patologia.

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Quinta da Regaleira no Second Life (António Fazendeiro)


Quinta da Regaleira é a nova exposição de fotos RL (gíria para Real Life – as fotos são do mundo real) de reViriato Merlin. O fotógrafo profissional, António Fazendeiro, expõe as suas fotografias da Quinta da Regaleira, Sintra, no espaço Tripé, em Portucalis, a partir do dia 27 de Março. A inauguração está agendada para esse dia – sábado, às 22h (GMT), 3.00 pm (PDT).
O texto que acompanha o convite é uma breve história que relata a criação e a envolvência do espaço (
FONTE do texto e da imagem: Portucalis)

Hora de início:
Sábado, 27 de Março de 2010 às 22:00
Fim:
Sexta-feira, 30 de Abril de 2010 às 0:00
Local:
Portucalis_Praça das Flores nº 7

Coordenadas 37º 47′ 45” N, 9º 23´’ 45” ODescrição:

A história remete-nos a 1697, quando José Leite era dono e senhor de uma vasta propriedade nos arrabaldes da serra de Sintra, pertinho da Vila de Sintra. Após muitas voltas do tempo, por volta de 1892 os barões da Regaleira vendem esta herdade a António Augusto Carvalho Monteiro, conhecido pela alcunha de, o “Monteiro dos Milhões”. Nascido no Brasil, herdou de seus pais emigrantes afortunados pelas benesses do café, da borracha e de pedras preciosas, uma enorme fortuna. Muito novo, embarcou para Portugal para estudar, licenciando-se em Leis pela Universidade de Coimbra. Faz-se um homem de grande cultura, muito bem conhecedor das artes mais ou menos esotéricas, torna-se também colecionador a quem atribuem a posse da maior coleção camoniana jamais reunida em Portugal ao tempo.Altruísta e excêntrico, contratou e influenciou o traço do Arq. Italiano, Luigi Manini a quem encomendou o que hoje se pode observar, luxuriantes jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas que ocultam significados alquímicos.Vários hectares, cheios de simbologia isotérica, de braço dado com estilos que vão do Romântico, Gótico, ao Renascentista e Manuelino, sentindo-se também, muita influência Maçónica, Templária e Rosa-Cruz. Enfim, um lugar todo ele Mágico, único do género, em todo mundo, aqui, bem à nossa beira, no Monte da Lua. Até nas Coordenadas 37º 47′ 45” N, 9º 23´’ 45” O, se pode sentir algo de cabalístico.
Esta exposição, pretende humildemente, espevitar a curiosidade de quem a olha, para pessoalmente, podendo, vir a conhecer este extraordinário manancial de arquitetura e ambientes criados pelo Homem.
>
reViriato Merlin “aka” António Fazendeiro

……………………..

(podem conhecer melhor o António Fazendeiro aqui, nas palavras de José Antunes – jornalista e autor do livro Mundos Virtuais editado pela Porto Editora.)

Dia de Clube, de música, de crescer…

span style=”font-family:verdana;”>Último dia de aulas com eles.
Levaram guitarra… mostraram-me os seus dotes (muitos alunos frequentam o conservatório).
Cantei para eles. Não conheciam esta faceta e foi mais uma partilha de quem somos, para além do universo da escola.

No clube investimos algum tempo na aprendizagem de utilização do Facebook…
Há perfis que começam a estar exemplares e eles perceberam bem a diferença. Assim já os visito e deixo um mimo aqui e ali para reforçar o esforço.
Mas também cantámos muito… e quiseram passear pelo Sabor Saber para poderem ensaiar as canções que por lá andam… Rimos muito, também. São horas felizes aquelas em que estamos juntos.

No saldo de alguns projectos concluídos hoje e publicados, destaco o da Carolina Couto… que esteve duas sessões a trabalhar nele de forma muito empenhada – salto qualitativo imenso com aprendizagem de novos comandos, introdução de variáveis e caderno e livro de Matemática abertos ao seu lado… Não é aluna da minha turma, mas é como se fosse.
Chamo-lhes meus a todos, porque se pode ser também Professor de coração e adoptar os que nos procuram para além das nossas turmas. São já uns quantos nas sessões do Clube que vão entrando… e ficando.

Múltiplos de 8 (está dado o mote para vários projectos semelhantes com outros valores e para os divisores também… já os provoquei)
… não deixem de espreitar:

Scratch Project

O Facebook e “eles”

Universo digital…
Todos os anos há novidades…
Todos os anos acrescentam coisas aos anteriores.
Este ano estou a ser supreendida com o crescente número de alunos meus do 5º ano que se colaram ao Facebook, me descobriram, me adicionaram… e aparecem a espreitar…
A maioria o que faz?
Joga. Alguns aderiram apenas por essa razão.
Outros jogam porque não sabem o que mais podem fazer com aquilo, para além de uma ou outra conversa ocasional com alguém.

Depois de no fim-de-semana alguns terem reagido às fotos do Clube e à notícia da reportagem, resolvi que era tempo de uma conversa sobre o assunto.
Avisei hoje, mas só a teremos na quinta, no Clube.
Em que termos a faremos?
Simples. Comecei por saber quantos são.
16 em 26 (embora me tenha apercebido de que pelo menos uma aluna o fez/faz sem conhecimento dos pais e usa um nome diferente… será motivo para uma conversa futura mais pessoal…)
Depois disse:
– primeiro: não concordava com a sua presença por lá, porque isso violava uma regra e os colocava na posição de mentir sobre a idade, o que não me parecia correcto. Alguns confessaram que estão por lá como se tivessem 18 anos… e por aí fora…Valorizei a posição dos que não acrescentavam mais distracções ao seu já movimentado digital quotidiano, concentrando-se noutras actividades mais prioritárias.
– segundo: tendo os pais conhecimento e estando a sua rede controlada, então era uma responsabilidade da família, embora eu, na qualidade de sua professora de Matemática e tecnologias, tivesse uma opinião, uma palavra a dizer, e não prescindisse dela.
– terceiro: não enterrava a cabeça debaixo da areia fingindo que eles não estavam lá e que aos interessados explicaria como usarem a rede de forma mais rica e proveitosa… partilhando, por exemplo, projectos seus, entradas no blogue da turma com trabalhos seus, música de que gostam… Não o sabem fazer. Penso que alguns desejam aprender. Oh professora dá para fazer isso tudo? A professora às vezes põe uns vídeos bonitos…

Combinámos então para quinta…

São realidades novas… universos que se abrem.
Fingir que não existem é o maior erro. Proibir na crença de que não encontrarão uma forma, não é solução.
Ajudá-los a crescer neste mundo que os distrai com tanta coisa, de forma a conseguirem gerir da melhor maneira, sem se perderem, tudo o que existe à sua disposição… parece-me ser o melhor caminho para qualquer educador que se preocupe.
Desengane-se quem usa a expressão “no meu tempo!”… o mundo não volta nunca mais a ser como era! É melhor olharem mais para o futuro do que para o passado. Prospectiva estratégica.
Fomos nós que inventámos o mundo que temos e oferecemos. Somos nós que dizemos os sins, os nãos, os nins…

(E, meninos, se vierem espreitar leiam com muita atenção que só vos faz bem ler e aguardem…)

Clube Scratch time na Exame Informática de Abril

Há tempos falei de uma sessão especial do Clube Scratch time com a presença do Hugo Séneca da Exame Informática.

A reportagem saíu agora na Exame de Abril e o Hugo captou com mestria o ambiente e o trabalho que se desenvolve no nosso recanto!
Obrigada pelo destaque!
(Mais um reforço para o empenho dos alunos e uma forma de divulgar o potencial do Scratch…)

Podem ler a reportagem aqui.

Caminhar ao ritmo possível: um direito de todos (?)

As turmas são grandes demais. Em especial as dos alunos do 1º ano (5 – 6 anos).
Eles são muito pequeninos, ainda pouco autónomos, alguns muito imaturos (frequentemente os que não frequentaram “pré”, mas não apenas… muitos dos condicionais com 5 anos, outros por outras razões… faltas em excesso, pouca estimulação precoce…), outros, por vezes, apresentam atrasos cognitivos (em certas zonas críticas da cidade) e podem ser mais do que um numa sala de aula.
Mais de 20 (é o que encontro habitualmente) faz com que o professor, muito naturalmente, gaste o tempo de apoio mais individualizado junto das crianças com mais dificuldades. Nunca foi diferente. Os “mais abandonados” são geralmente os alunos que conseguem e conseguiriam ir (ainda) mais longe mais depressa, que querem mais, que têm sede e fome, que precisam de nós tanto como os outros, que podem ficar mais tempo sozinhos porque não se desconcentram nas tarefas, porque são persistentes, normalmente pacientes (nem sempre), estão no fundo da sala e não “perturbam nem aborrecem com as coisas próprias de criança” (a maior parte das vezes)…
Mas a verdade é que precisam tanto de mimo, atenção apoio e estímulo como os outros. E um quase nada pode fazer muita diferença. Magoam-me todas as oportunidades desperdiçadas pelo facto de sair caro ter turmas mais pequenas… precisarmos de mais professores e mais escolas para fazer melhor trabalho. Caminhar ao ritmo possível será realmente um direito de todos? Uma utopia que mora cada vez mais longe?
A vantagem da formação é, também, colocar quatro olhos, quatro mãos e dois corações dentro de uma sala de aula. Por isso eles gostam, os professores apreciam a desmultiplicação de tarefas (a possibilidade de reflectir sobre elas) e, assim, algumas coisas não planeadas podem acontecer
Sei que custaria mais dinheiro… (o que se ganharia em troca um dia?) mas consigo ver dois professores em permanência dentro de uma sala em par pedagógico com estas novas gerações de meninos (maior complexidade emocional, maior imaturidade, muito menor autonomia em geral), sobretudo em certas zonas críticas. Para que todos pudessem ter direito a… e a flexibilização e adaptação curricular, a palavra desenvolvimento (sempre secundária em relação à recuperação – o tempo não estica) deixassem de ser (quase apenas) palavras bonitas no léxico educativo.

Hoje, a propósito de uma tarefa relativamente simples (para a maioria dos alunos de uma das turmas de 1º ano onde estive, mas não para todos), apercebi-me do entusiasmo do T. (6 anos) tentando antecipar o problema (“é assim… com as mesmas cores a gente tem de fazer bandeiras mas com as cores nas ordens diferentes”…) mesmo antes da professora o enunciar. Mal viu no quadro o exemplo de uma primeira hipótese, os seus olhos fixaram-se na figura à procura de antecipar a solução. Avançou imediatamente com o número 6 – dá para fazer seis bandeiras diferentes. (Mais tarde perguntei como pensara e disse-me… 3+3 porque eram 3 cores… o que veio a revelar-se um método pouco fiável, como ele próprio reconheceu.)

Já depois da actividade concluída (ele foi dos mais rápidos), enquanto a professora acudia a todos os que não concluiram a primeira tarefa e avançava com mais alguns exercícios complementares para os restantes, eu (que devia ter vindo para casa, porque o acompanhamento acabara) fiquei mais um pouco com ele e lancei-lhe um desafio que sabia não ser simples. Tomás… e se fossem… 4 cores? Olhou para mim e respondeu logo: então… era 4+4 e dava 8 bandeiras diferentes.
Queres experimentar?
O que se seguiu fala por si. A única sugestão que lhe dei foi a de organizar o trabalho mantendo a primeira cor que escolhesse até esgotar todas as possibilidades… o resto ficou por conta dele.
A segunda parte do vídeo (acabou-se a memória do cartão antes dele concluir a tarefa) é como se fosse eu hipnotizada escutando-o a falar… “eu vou falando comigo”… disse-me depois. Eu percebi.
Encantamento.
Depois de concluída a tarefa quis fazer com 5 cores… e não o consegui impedir… mesmo sabendo que… 1x2x3x4x5 … Eu se não acabar aqui quero levar para casa para fazer…
Lá o deixei absorvido na tarefa e vim-me embora uma hora mais tarde do que o suposto. Tempo mais que bem ganho

Transparency in education

By Joaquim (Herr Macintosh)

Gostei do conteúdo e da ferramenta.
(Não vou espreitá-la já… porque me falta o tempo para grandes explorações.)

GoAnimate.com: Transparency in education by http://goanimate.com/user/0TNFJrbsmDvM

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