Archive for the 'blogues' Category

Leituras à volta do elearning…


… do meu amigo Joaquim Lopes.
Para acompanhar.

Scratch…

Tecendo para os lados do clube (mais uma sessão).

http://clubescratchtime.blogspot.com/2009/11/quem-nos-agarra-sessao-6.html

Scratch… Scratch… Scratch…

 
Tecendo noutras bandas… 🙂

Crónicas simples (dia de ontem)

O DT do meu D (Rui Ventura) criou o blogue da turma (co-administramos ) e já lá estão uns trabalhos lindos deles (apresentações)… para além de umas regras (tão tão tão necessárias!) que construiram em Formação Cívica… http://5dazeitao.blogspot.com/

Definem-se assim no texto de apresentação:

Somos assim
Olá! Nós somos os alunos do 5º. D, da Escola Básica 2, 3 de Azeitão, no concelho de Setúbal.Somos bondosos e educados, mas muito faladores… Nem sempre temos responsabilidade, mas somos obedientes. Brincamos muito, às vezes no meio da aula (o que não está certo!), mas quando é preciso trabalhar… trabalhamos. Fazemos coisas fantásticas e originais. É um grupo criativo.O 5º. D é um grupo divertido e unido. Os rapazes e raparigas desta turma são sonhadores, mas teimosos. Também são atrevidos… Mas não se preocupem: são todos bons miúdos.Esperamos que gostem deste nosso espaço. Haverá por aqui coisas muito interessantes para ver, ler e experimentar.

Ai que é tão verdade!!!!!!!!! (respondo eu)

—————————————————————–
E no Clube as aventuras continuam… a custo e devagarinho porque somos muitos.

Mais uma sessão do Clube Scratch time…

Mais monitores chegaram para ajudar… Quatro dos meus Geração Best (hoje mais um) e cinco dos meus Pioneiros Scratch (hoje mais três do que na última sessão). Matamos a saudade a correr de um lado para o outro ajudando os principiantes (quase 30). Saímos cansados mas felizes por podermos estar juntos nem que seja mais um bocadinho…

Mais uma sessão do clube… AQUI.

[15outa.JPG]

Scratch attacks again! (Sessão 1)


Reportagem aqui no blogue vizinho (Clube Scratch time!)

Para que serve o computador? E mais umas coisas…

(Entrada da teia)

Aos 9/10 anos… em 26 alunos
O que fazem no computador?
pintar – 1
hi5 – 2
pesquisa (?) – 4
msn – 5
vídeo/música – 16
jogos – 24
O que preferem?
hi5 – 2
msn – 5
vídeo/música – 8
jogos – 16
Apenas um referiu que joga jogos de Matemática
Apenas um referiu que faz trabalhos (e quando inquirido sobre o que prefere, respondeu: tudo o que escrevi em cima, menos os trabalhos.)
Matemática?
5 adoram
3 gostam bastante
11 apenas gostam (pouco)
6 não gostam
1 detesta
Desafios pela frente. Muitos.
Gostava que aos 9/10 anos tivessem já uma experiência mais variada, criativa e construtora (por oposição a consumidora) com as tecnologias…
Não é opção imaginar que chegariam ao 2.ºC sem lhes ter tocado ou terem sido tocados. Não é possível tapar o Sol com a peneira e fingir que não há tecnologias no mundo e em casa da maioria (conheço crianças que aos 4 anos já estão viciadas em jogos).
A escola, subtraindo da sua equação a tecnologia (como às vezes se sugere) para preservar as crianças e educá-las melhor no domínio do básico (lápis e papel apenas), não impede a construção do perfil aqui desenhado (comum a muitas turmas, acredito). A escola que usa as tecnologias de forma limitada também não. A verdade é que em casa as tecnologias não estão fechadas à chave. Os alunos consomem (muito?) tempo (desde muito cedo?) com a televisão, telemóveis, PSPs e computador, mesmo que a escola se mantenha firme no propósito da distância a essa realidade (intencionalmente, ou por outras razões). Mesmo que os pais procurem impor regras na gestão das horas…
Vive-se um tempo diferente. E é preciso aprender a lidar com ele sem o discurso de que “antigamente é que era bom” e que a escola tem mais é que fazer “o que se fazia antes” pois isso resolvia tudo! Experimentem… 🙂
Tem de existir um equilíbrio algures.
As tecnologias não podem ser tudo, claro. Nem devem sê-lo. Mas estão aí, quer se queira ou não. E não foram as crianças de hoje a inventá-las e disponibilizá-las… foram as crianças de ontem, hoje seus pais e avós.
Deixadas ao acaso, estão cada vez mais omnipresentes na vida das crianças e muitas vezes (vezes demais?) com pouco critério e pouca mediação ou procura de enriquecimento através delas (alternativas e desafios propostos pelo adulto em processos de formação intencional/informal – em casa ou na escola…).
 
É com esta geração que temos de trabalhar e de ano para ano o perfil altera-se… ganham as tecnologias de forma desconexa, perde uma certa forma de saber que podia ser construída(o) com a sua ajuda. É preciso garantir que a mediação comece mais cedo… Fingir que estas crianças podem ser revertidas a um estado larvar equivalente ao nosso, há umas dezenas de anos, apenas usando os métodos da altura, é não conhecer a vida no que ela tem de mais rico: a evolução. É acreditar que as crianças são seres de barro moldáveis ao jeitinho dos adultos escultores que, por um lado, criam um universo de encantos e, depois, conseguem impedir as crianças de se deslumbrar com ele e obrigá-las a ser quem já não podem ser (nunca mais).
Mais uma vez tentarei oferecer alternativas (em paralelo com o trabalho mais conservador e clássico): programação (Scratch), apresentações – powerpoint (construídas por eles), geometria dinâmica, arte, excel, blogues, rentabilizar o uso do quadro interactivo (de um ponto de vista construcionista)… outras ferramentas de construção (nas mãos deles)… e recuperar/fortalecer a ligação difícil que continua a constatar-se entre as crianças e a Matemática… mesmo aquelas com boas oportunidades de acesso ao conhecimento (todos com computador e a esmagadora maioria com internet, neste contexto médio/alto).
Note-se: isto não é lamúria. É constatação da realidade que se apresenta ao nosso ofício. E, ou estou do lado da solução, ou do problema.
Diagnóstico começado, arregaço as mangas e parto em busca de respostas, mais uma vez. Como sempre. E o que quero é que aprendam a amar também o papel, o lápis, os livros, a leitura, a escrita, o pensamento, os recursos de comunicação no mundo… e que compreendam na pele, de forma duradoura, que as tecnologias podem ajudar-nos a ir mais longe nesse amor pela aprendizagem, pela cultura do rigor, da exigência e da excelência.
(Soluções sempre precárias e temporais, pois a mudança já deixou de ser lenta há muito muito tempo… A ver se na próxima legislatura o professor passa a ser tratado como o necessário criativo inventor de caminhos, que precisa de tempo de qualidade, momentos de encontro e de reflexão, em vez do funcionário que preenche impressos e gasta os minutos de forma absolutamente acessória com tudo aquilo que não tem interesse nem serve as crianças de quem cuida…)

Clube Scratch time! Novo blogue (09/10)

Ano novo, blogue novo!

Impunha-se uma renovação… e trazer o espaço para mais perto de mim, já que com tanta conta e tanto recanto pela net, quanto menos “logins” melhor…

Assim, este passa a fazer parte do núcleo da Teia…

A escola dos meus sonhos e outros devaneios…

Lancei alguns desafios logo que este período começou, confesso. É a minha aceleração habitual e não os poupo.

Pretendo que sejam desenvolvidos nas aulas trabalhos vários (com apoio em casa – distribuição de tarefas da sua responsabilidade), individualmente e em grupo, sobre temas das últimas unidades do 6º ano de Ciências.
Podem escolher qualquer suporte… Sei que terei como resposta “papel”, powerpoint, movie maker, scratch, esculturas, jogos, dramatizações…
Quero que aprendam a escolher e a dominar o suporte adequado para as intenções de um determinado trabalho. Em Ciências, como em todas as áreas, aprender a comunicar é fundamental. Não se escaparão, é claro, de apresentações à turma. O trabalho será desenvolvido de forma integrada em Ciências, AP e FC, já que os temas (micróbios e doenças, higiene e problemas sociais e, ainda, poluição) se prestam ao desenvolvimento de competências várias. O blogue das turmas assegurará a partilha na Internet…
Ontem começou a dança… (não que eu esperasse trabalhos já… e muito menos feitos em casa, já que a intenção é desenvolver o trabalho nas aulas, mas gostaram dos temas e parece que estão com vontade de avançar…)
Uma aluna enviou mensagem a perguntar se eu não havia recebido algo.
E eu: o quê? (não me havia chegado nada)
Mais tarde lá chegou… Um filme/trabalho bem engraçado sobre tabagismo e toxicodependência. Feito por ela e uma colega da turma que lá foi a casa. Percebem-se os risos… a combinação do filme com os textos informativos está engraçada e não falta sequer o genérico final com os nomes das autoras. Movie maker… pois. Apenas alguns erros ortográficos (teremos de corrigir) e um texto muito simples e algo superficial que talvez valha a pena aprofundar e melhorar.
Respondi logo. Porque sei que estão do outro lado à espera. Que é importante saberem que recebi, que vi, que apreciei o esforço.
Por volta da hora do almoço recebi outro e-mail:
Olá, s’tora. Bem aquele trabalho deu cá uma trabalheira, para aquilo ficar como deve ser, tivemos que gravar montes de vezes e às vezes não aguentávamos e ríamos por tudo e por nada, custou-nos muito, mas depois lá conseguimos. Beijos grandes da A.
Hoje a I. está imparável… Começou na última aula de AP (quinta) um trabalho sobre a poluição… Perto das 15h (hoje) recebi o trabalho completo (em Scratch). Alguns erritos que corrigi. Reenviei. Comentei. Foi coisa que lhe deu muito muito trabalho a fazer… excelente apresentação!

Perto das 17 já tinha outra mensagem:
Olá novamente stora, Desta vez é para mandar o projecto dos micróbios que comecei e acabei hoje. Não está nada de especial, mas espero que goste. Beijinhos 🙂


E vi logo e corrigi logo e respondi logo… valorizando e mimando, depois de apreciar a delícia de projecto Scratch que me havia enviado…
Penso na escola dos meus sonhos.
Há certos breves momentos que são já eles o próprio sonho. Não, não é ter crianças a trabalhar com entusiasmo ao Domingo 🙂 … É ter alunos que optam por usar os computadores de forma “construtiva” no seu tempo livre, porque uma sugestão de tarefa e o ambiente de aprendizagem que tenho tentado criar parece ser suficientemente estimulante para que tal aconteça. E, note-se, todas estas alunas não foram minhas no 5º ano nem integram a turma dos pioneiros. Só este ano partilham esta aventura de aprendizagem comigo. São uma turma complexa, onde precisei de resolver muitos problemas (ainda não todos, mas estamos bem encaminhados) até chegar aqui: um ambiente doce, produtivo, motivado, que os faz estar quase todos (facultativamente) no Clube comigo (23 em 26), leva cerca de metade dos alunos (facultativamente) ao Apoio de Matemática…
São a minha geraçãoBest
E embora menos tempo na minha companhia, não ficarão menos guardados no meu coração do que a turma dos pioneiros Scratch. Aqui as dificuldades a vencer eram/são bem maiores e, mesmo assim, conseguimos finalmente criar laços fortes, um espírito unido de equipa, uma atenção concentrada, um empenho a crescer todos os dias, um desejo de vencer as imensas dificuldades…
Porque a Escola não pode ser (e muito menos para as crianças “carentes”desta geração), como alguns querem e tudo têm feito para que se concretize, apenas uma coisa arrumada por horas, estéril e fria, condicionada pelo nenhum tempo que lhe sobrou depois de se ter achado que poupar tostões era a prioridade máxima. E se tem sido possível, por enquanto, fazer algo mais, é porque continuo a prescindir de MUITO do tempo a que tenho direito para mim e a dedicar às crianças muito mais do que as horas que me sobram realmente dos deveres (quantos burocráticos e sem sentido). As recompensas são estes momentos em que os sinto, do outro lado, em sintonia com esse meu sonho possível de Escola, que alguns querem destruir a qualquer preço.

Lembro-me bem de todas as razões que, aos 20 anos, me levaram a optar pelo educacional na Faculdade de Ciências da UL e a recusar o convite para ficar por lá a ensinar os mais crescidos…

Quando me devolverem o tempo roubado, poderei fazer bem mais pelos meus pares e pela escola, ao partilhar com eles as alegrias destas aventuras de aprendizagem, seduzindo quem se queira deixar seduzir. Essa parte da minha presença na escola está a reduzir-se cada vez mais, porque agora não roubo às crianças para dar a mais ninguém… E acho que é pena… Boa “avaliadora” eu cá não daria… Mas sei que seria capaz de converter uns quantos para caminhos que nos levassem em direcção à escola dos sonhos da maioria de nós…

 

ADENDA:

Finalmente, neste vai-vem entre mim e a I. durante a tarde, estão já publicados os projectos…

Scratch Project

Scratch Project

The Role of Play in Development – Vygotsky


De volta do enquadramento do estudo… estava eu aqui com um livrinho na mão quando resolvi ver se na Internet existia por lá o capítulo 7…
… e há. AQUI
Vygotsky, L. (1978). The Role of Play in Development (pp. 92-104). In Mind in Society. (Trans. M. Cole). Cambridge, MA: Harvard University Press.
.
Para quem queira escutar uma voz esclarecida sobre alguns aspectos das teorias de Vygotsky, Piaget e outros… nada como ir ao Paideia da Idalina e pesquisar por entre as suas reflexões. Relê-la é sempre um prazer enriquecedor.

RSS my delicious

  • Ocorreu um erro; é provável que o feed esteja indisponível. Tente novamente mais tarde.

Blog Stats

  • 173.470 hits
Outubro 2021
S T Q Q S S D
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Categorias