Archive for the 'comunidades' Category

Manual Escolar 2.0


Tomei conhecimento deste projecto através de uma mensagem reenviada pela Ana Boavida (coordenadora do PFCM da ESE de Setúbal). Ainda não tive tempo de me registar e explorar…
O que é? (nas palavras dos autores do projecto)
Neste projecto pioneiro a nível mundial, os manuais escolares serão construídos on-line, num espaço aberto à participação de todos os professores.

A base de cada manual escolar 2.0, e dos respectivos materiais auxiliares, será elaborada por um conjunto de docentes, autores experientes de manuais e materiais escolares, e será sujeita às sugestões e críticas dos professores que se registem neste espaço. O objectivo final é, naturalmente, conseguir elaborar um manual e respectivos materiais auxiliares que se adaptem o mais possível às necessidades dos que verdadeiramente conhecem a sala de aula e aos desafios que lhes são colocados ao longo do ano lectivo.

À semelhança do que acontece na Wikipédia – uma enciclopédia on-line de grande sucesso que vai sendo actualizada em função dos contributos dos internautas – a Sebenta utiliza agora as novas tecnologias para estar cada vez mais próxima da realidade das escolas, iniciando a publicação de manuais/projectos escolares com livros à medida dos professores e dos alunos.

Com vista ao ano lectivo 2010/2011, os manuais/projectos que integram este projecto serão:
– Matemática 5.º ano
– Ciências da Natureza 5.º ano
– História e Geografia de Portugal 5.º ano
– Português 7.º ano
Cada um dos manuais escolares 2.0 terá um espaço próprio de construção, ao qual poderá aceder clicando no respectivo destaque na página inicial.

A Sebenta está naturalmente disponível em interessada em receber opiniões e sugestões sobre este novo projecto.
Poderá contactar-nos através do e-mail manualescolar2.0@sebenta.leya.com

FORMAT.. Formação Contínua em Matemática

Pois…
Já a pensar no desafio que aí vem, e fazendo um intervalo da preparação da apresentação do trabalho da tese, criei um espaço para partilha, que pretendo seja tão alargado quanto possível (não se destina a incluir apenas os futuros formandos dos meus ou de outros grupos do PFCM, mas todos os professores de Matemática com vontade de pensar, planear, agir, avaliar, pensar…).

Todos os interessados nos caminhos de reflectir e melhorar as competências no ensino da Matemática têm porta aberta para a casa FORMAT. Basta inscreverem-se aqui:


A casinha ainda está muito vazia. Isto é apenas um esboço.
Se alguém se quiser ir arrumando nela (até para irmos testando algumas funcionalidades) estejam à vontade!

(Depois vou ter de pedir ajuda aos craques no ning para optimizar o uso da rede e queimar algumas etapas sem gastar muito tempo nem energia neuronial… A propósito, podem dizer-me como é possível criar/consultar estatísticas de utilização como acontece naturalmente no moodle? Terei de adicionar algo como o Google Analytics? Outra coisa? A função já existe e eu não a encontro? O que é que estou a fazer aqui em casa a trabalhar num Sábado de Sol em vez de estar na praia?… oops… esta pergunta não fazia parte do rol… 🙂

P.S. Um pedido para os mais experientes nestas coisas das teses: se eu vos solicitasse um conselho sobre a preparação da defesa da tese e sobre a apresentação do trabalho, nela incluída, o que me ofereciam de volta? 🙂

Gosto…

Por causa desta entrada no ‘Umbigo

cheguei aqui

e depois aqui, que é algo que se relaciona intimamente com o que estou a fazer (aponta-se um documento que tenho em anexo na tese e descobri através do MIT) por conta das ambições e expectativas do MIT   para a ferramenta Scratch (também AQUI em inglês).

Gosto da ideia da partilha de recursos.
Gosto desta coisa de viajar à velocidade da luz pelo mundo inteiro…
Gosto destes tempos tecnológicos, oportunidades de ouro quando bem aproveitadas como manga madura até ao caroço.
Gosto de confrontar e ver confrontados pontos de vista, de reflectir com convicções mas sem certezas, de tentar fazer as perguntas certas, de procurar os melhores caminhos para as respostas.

Gosto muito de aprender.
(É por isso que gosto de ser professora.)

(roubei AQUI)

Edutopia Magazine, December 2008 (destaques)

 Edutopia Magazine, December 2008 

Alguns destaques:

Sage Advice: The Know-How That Will Serve Kids Best

What is the most critical skill students should master to succeed?

Turning passion into performance. Too many kids separate their interests from their academics, even if the two have a lot in common. Science class is one thing, and exploring nature in the backyard is another. Separating interests from work is a bad habit that can continue through life if we don’t learn to love what we do.

Jason Freeman

Director

Coalition for Science After School

Berkeley, California

The most critical skill students should master is being able to creatively solve problems. Being able to brainstorm, to create new ideas, and to try new ways to solve problems is essential to our future as participants in a global economy.

Linda Hensley

Special education teacher

Chuckey Doak High School

Afton, Tennessee

Besides reading and math computation, everyone needs to know how to solve problems. The most successful people in our society are not always the brightest academically, but they are all able to solve problems. Not the kind of problems that have trains going in opposite directions at different speeds, but the kind that force you to think through a situation and come up with reasonable alternatives that help you accomplish a task or do a job. Problem solvers have critical-thinking skills and are able to assess along the way whether their thought process is reasonable. Problem solvers also think quickly on their feet, because they do not get distracted with extra information. Regardless of career, students need to be able to think through and solve problems to be successful.

Don Cowart

Principal

Hope Highlands School

Cranston, Rhode Island

The most important skill to teach is thinking. The skills needed for tomorrow don’t exist today, so we must prepare students to be able to think critically and with a systems-based perspective so that they can quickly learn the skills (both physical and mental) they will need to succeed in their lifetime.

Jacob Walker

Computer instructor

Twin Rivers Unified School District

Sacramento, California

 

(…) continua

  

Collaboration Generation: Teaching and Learning for a New Age

Our future success depends on our cooperative agility.

by Grace Rubenstein   

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Collaboration Generation: Special Report

 

MIT – Media Lab: Lab CAST

Uma colecção de filmes curtos (pequenos apontamentos) em torno de diferentes questões. Um espaço que procuro seguir seleccionando o que me interessa.

http://labcast.media.mit.edu/

Há dois dias divulgaram um vídeo sobre a conferência de Julho (saudade do ar que respirei por lá…).
Mas há mais…

http://labcast.media.mit.edu/?p=59

http://labcast.media.mit.edu/?p=33

http://labcast.media.mit.edu/?p=9

Scratch: organizar os trabalhos em galerias…

Finalmente consegui organizar os trabalhos dos alunos em galerias. Selecção dos melhores como estímulo ao exercício de correcção e aperfeiçoamento (um gesto que não é fácil nestas idades, mas que tem de ser estimulado insistentemente e com exigência… ou continuarão a deixar para trás o que fazem sem revisão, sem crítica, sem brio, sem cuidado… ). Para se ser seleccionado para uma galeria tem de se trabalhar de forma empenhada e corrigir os erros fundamentais dos projectos, levando-os até ao fim e não os deixando incompletos. E eles começam a valorizar essas questões. Vai ser a surpresa de 2009. Mostrar-lhes as galerias e os projectos já seleccionados, insistindo para que regressem a projectos excelentes que deixaram pelo caminho, cheios de erros imperdoáveis não corrigidos, se desejarem o destaque (ainda não os publiquei nas galerias). E se o desejarem (espero que sim) é isso que farão, com ganhos para a aprendizagem em muitos aspectos, sobretudo na escrita e correcção ortográfica que é uma das falhas mais comuns. Daí ao prazer de escrever sem erros, e ao desenvolvimento do orgulho pessoal pelo bom trabalho, é um passito que alguns alunos meus mais velhos acabaram por ganhar com o tempo… Sim, professor de Matemática e de Ciências é sempre professor de Língua Portuguesa. Alguma dúvida? Se desleixarmos este aspecto nas nossas disciplinas… como garantir a imersão dos alunos num ambiente de exigência constante para ultrapassar as dificuldades sobejamente conhecidas nesta área?

A tentação (hábito) de avançarem sem olhar para trás (de muitos alunos hoje) é grande (deixam textos com erros, cálculos absurdos, disparates que facilmente identificariam se, com calma, revissem o seu trabalho… e não estou a falar do Scratch… falo de todos os trabalhos em geral). O Scratch é apenas mais uma ferramenta (motivadora) que permite trabalhar esse aspecto do desenvolvimento pessoal (até porque envolve competências diversas… escrita, cálculo, organização do pensamento, concentração, raciocínio…) e transferi-lo para as outras actividades de aprendizagem, desde que a mediação seja constante, seja dada muita atenção ao trabalho dos alunos e existam estímulos para a importância da revisão: um dos maiores é o facto do trabalho estar “publicado no mundo” aos olhos de todos. Não torna menos desculpáveis os erros, mas eles habituam-se à urgência e importância da correcção. E começam gradualmente a dar-lhe valor e a aumentar o seu brio pessoal e gosto pela qualidade dos trabalhos apresentados. Dá muito trabalho levá-los a esse ponto, pois, por alguma razão, no início, a maioria dos alunos encolhe os ombros e não se incomoda muito com o facto de ver os seus erros expostos: “não faz mal!” é coisa que às vezes ouço e me leva a chamar demoradamente a atenção… Querem é ver muita coisa publicada, mesmo cheia de disparates que não nos dão tempo para corrigir publicando catadupas de projectos… Felizmente não são todos. Há alguns extremamente cuidadosos que optam por publicar apenas quando estão certos de que não há erros.
Matemática



Ciências…

Mix…

A Escola dos meus sonhos

A escola dos meus/nossos sonhos não pode ficar só nos meus/nossos sonhos.
A qualidade da matéria sonhada é apenas a de manter o nosso olhar no alto. Nada mais. Para alcançar os desejos são precisos muitos gestos. A quantidade/complexidade dos gestos é directamente proporcional à grandeza e elevação dos sonhos…

(É que embora morem lá no alto, os sonhos não caem do céu como frutos maduros, só porque passou o tempo justo…)

E ainda há que ter em conta os lobos, papões e bruxas que se vão interpondo entre nós e os sonhos, a escola dos meus sonhos. Eu cá mantenho a espada afiada, feitiços e encantamentos nas mangas e outras ferramentas de combate, para ir tentando afastar quem deseja uma escola das trevas, uma escola adormecida e afogada em papéis por cem anos, engolida por eles, uma escola onde o mal persista e se agrave pela ignorância dos que, alheando-se da sua essência, julgam conhecê-la.

Feita a introdução, aqui fica a história:

Desde o período passado que estava combinada uma sessão/aula apresentada por alunos da Turbêturma às suas professoras de Área de Projecto (Isabel, também Directora de Turma e professora de História e Paula, professora de EVT) e aos colegas menos experientes.

O pedido foi feito pelas próprias professoras por causa do entusiasmo dos alunos que levaram o Scratch para dentro daquela aula. Queriam aderir à ideia, ajudá-los, mas não sabiam como. Logo ali delineámos a estratégia de propor aos alunos mais experientes que assumissem uma sessão formal em data a combinar. Foi hoje.
Embora sem aulas de manhã, lá fui para a escola mais umas horas ajudá-los e filmar a actividade.
Depois de um primeiro percalço que atrasou imenso o trabalho (a ‘net, como sempre, foi abaixo nos portáteis por deficiência da rede sem fios) lá conseguimos começar. Colegas ajudando os “professores” escolhidos pela turma, foram completando as explicações e partilhando os seus truques pessoais…

Eu acho que foi excelente, mas sou suspeita.
Desta vez, para além do encantamento que os alunos sempre me provocam, foi a reacção das professoras que me deixou entrever mais um pedacinho da escola dos meus sonhos a juntar a esta onde os alunos também são agentes de conhecimento e de progresso/formação dos adultos seus professores, desmultiplicando os fios destas teias tão do meu agrado (aranha por vício e convicção).

As duas professoras foram fazendo perguntas aos pequenos grandes “professores” e pareciam, elas próprias, crianças a entusiasmar-se minuto a minuto com os projectos apresentados, com o potencial revelado pela ferramenta e, depois, com os primeiros passos de aprendizagem de domínio da programação com o scratch…

Saímos para a rua as três. Elas cheias de sorrisos e ideias, antecipando com prazer a continuação deste trabalho nas aulas de Área de Projecto, onde irão voltar a estar nas mãos dos alunos para continuar a progredir… Ficou decidido que até ao final do ano o scratch seria a ferramenta para a produção dos mais variados projectos integrando saberes de várias disciplinas. Adorei! Eu nem sabia que havia programas capazes de fazer isto tudo! Já estou cheia de ideias! E onde é que isto começou?
Nós na rua a rir… eu a falar de Papert, do Logo, do MIT… de construcionismo… adiando o almoço.
E embaladas pelo entusiasmo perguntaram: seria possível eles darem uma aula a outras turmas? É que eu tenho uma turminha que precisava mesmo de desenvolver uma actividade assim. E eu também gostava que eles fizessem isso no meu 5º ano que é a minha Direcção de Turma…
Só pude responder:Isso era excelente! A S. da Turbêturma, depois de dar aquela aula aos professores, sugeriu que se fizesse o mesmo com alunos. Eles vão ficar felizes por poder ir a outras turmas e ajudar outros colegas!

É por esta escola dos meus sonhos, esta escola de exigência e responsabilidade, de preparação sólida dos alunos para um futuro inimaginável, esta escola de partilha com tempo para preparar e reflectir sobre as experiências, sem ser na rua à hora do almoço, que me bato. E, qual cavaleiro andante, estarei sempre ao lado da minha dama: a escola dos meus sonhos que hoje me deixou espreitar à sua janela e me fez sentir recompendada por todo este trabalho que tenho desenvolvido desde o início do ano lectivo (no mestrado e nas aulas com os alunos) em torno da utilização do Scratch em ambiente formal de aprendizagem. Mais importante do que o grau académico é o facto de poder, pelo caminho, oferecer alguns gestos que nos aproximem deste sonho cheio de urgência.


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